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Graça Morais inaugurou exposição na Galeria JN

AGOSTINHO SANTOS

Pintura e desenho constituem a mostra de Graça Morais inaugurada, esta sexta-feira, na Galeria do "Jornal de Notícias", no Porto.

A artista dedica a exposição ao amigo António Rocha e Melo, neurocirurgião recentemente falecido.

Foram muitas as personalidades que participaram na inauguração da mostra. A eurodeputada Elisa Ferreira, Isabel Pires de Lima, ex-ministra da Cultura; Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara Municipal de Matosinhos; a campeã olímpica Rosa Mota; Bragança Fernandes, presidente da Câmara da Maia, e Mário Dorminsky, vereador da Cultura da Câmara de Gaia, bem como Joaquim Oliveira, presidente do Conselho de Administração da Controlinveste, e José Leite Pereira, director do "Jornal de Notícias", marcaram presença.

Integrando oito telas a óleo e 23 desenhos, concebidos no Verão passado, a mostra - patente até 14 de Dezembro - salienta, uma vez mais, os corpos das mulheres de Trás-os Montes, região de onde Graça Morais é natural e que tem sido tema de algumas das suas séries de trabalho. Este regresso ao Porto tem, naturalmente, particular interesse no percurso da pintora, uma vez que foi naquela cidade que Graça Morais concretizou os estudos artísticos e onde fez muitos e bons amigos. Assim, em local de destaque, pode ver-se uma carta/evocação escrita a carvão pelo punho de Graça Morais, como homenagem a António Rocha e Melo, "notável neurocirurgião, homem das artes e da cultura, um grande amigo que nunca esquecerei", referiu.

Graça Morais quis, segundo disse ao JN, relembrar o velho amigo, de quem tem as melhores recordações e revelou que, "sempre que vinha ao Porto, era uma pessoa com quem tinha, necessariamente, de conversar. Era um prazer dialogar com ele e ainda hoje me lembro dos lanches em Serralves, que se transformaram em momentos inesquecíveis".

Na exposição, o observador é, por outro lado, continuamente surpreendido com o retrato da mãe da pintora, evidenciado em várias telas e desenhos. É uma imgem que personifica a Terra e que Graça Morais faz questão de simbolizar, também nele, o rosto da mulher transmontana. "Estas obras são representações de rostos, máscaras que pertencem a uma ruralidade em que estou envolvida e que conheço desde que nasci. É, também, viagem à intimidade", acrescentou Graça Morais.

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