O primeiro-ministro José Sócrates considerou hoje, sexta-feira, em Vila Nova de Foz Côa, que a construção do Museu do Côa é uma "gravura" para o futuro.
| foto DANIEL GIL/LUSA |
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"Este museu é a gravura que nós deixamos às futuras gerações", declarou o primeiro-ministro na sessão inaugural do equipamento cultural que custou cerca de 18 milhões de euros.
José Sócrates, acompanhado pelas ministras da Cultura e do Ambiente, também afirmou que o novo museu "vai servir a cultura nacional" e é "um hino ao respeito pela memória, pela arqueologia, mas também uma afirmação de modernidade e de contemporaneidade e é isso que se esperava deste museu".
Considerou o museu "bonito", "sofisticado" e com uma arquitectura "excelente".
À chegada a Foz Côa José Sócrates foi recebido com aplausos e vivas por parte de muitos populares que se encontravam junto do museu.
"É um grande homem", "seja bem-vindo a Foz Côa", foram algumas das saudações que os populares dirigiram ao primeiro-ministro.
O museu desenvolve-se ao longo de quatro pisos que englobam auditório, serviço educativo, área administrativa, loja e salas expositivas.
Abriu as portas 15 anos depois da polémica que suspendeu a construção da barragem devido aos protestos de ambientalistas e de especialistas em arte rupestre.
O equipamento cultural passa a ser o principal ponto de acolhimento do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC).
Foi construído com o objectivo de divulgar e contextualizar os achados arqueológicos do vale do Côa descobertos em 1994 e que estiveram na origem da suspensão das obras de construção da barragem.
O processo teve como ponto alto Outubro de 1995 quando o Governo de António Guterres ordenou a suspensão da construção da barragem na foz do Côa devido às gravuras rupestres encontradas e classificadas pela UNESCO como Património da Humanidade, em Dezembro de 1998.