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A claque privada de Pedro Mendes

V.S.
 
foto Alfredo cunha/jn
A claque privada de Pedro Mendes
António Mendes, ao centro, acompanhado por dois amigos do jogador, Pedro Machado e Berto Amorim
 

Se Guimarães ferve com a presença da selecção, o que dizer da família Mendes!

O pai de Pedro Mendes é, por estes dias, um homem feliz, uma vez que terá a possibilidade de ver actuar o filho, com a camisola das quinas, na cidade onde nasceu e cresceu para o futebol.

António Mendes estará, esta noite, no Estádio D. Afonso Henriques, acompanhado pela filha, Teresa, e a alegria é imensa, "mesmo que o Pedro não seja titular", porque isso é algo que "cabe ao treinador decidir". O pai do internacional português sabe do que fala. Também foi jogador de futebol e até esteve na primeira subida do Moreirense à 2.ª Divisão, na época 1984/85. Berto Amorim, compadre de médio do Glasgow Rangers, acrescenta: "Era uma espécie de Jorge Costa". Defesa-central, portanto.

Pedro Mendes seguiu-lhe as pisadas e... valeu a pena. Há 20 anos, o Desportivo das Aves recebeu quase 500 contos em material desportivo para deixar o menino Pedro vestir a camisola do Vitória de Guimarães. "Foi difícil", conta o progenitor, à conversa com o JN, em Moreira de Cónegos, onde nasceu Pedro Mendes. De então para cá, viu o filho ganhar competições tão importantes como a Liga dos Campeões, ao serviço do F. C. Porto. "Esse triunfo foi inesquecível", conta, apesar de a sua primeira prioridade ter sido colocar o filho na linha... dos estudos. "Aos sete anos, parece incrível, mas o Pedro já tinha feito a quarta classe. Depois, 'andou para trás', pois achei que era muito cedo, atendendo à idade, para fazer o exame que lhe permitiria ingressar no quinto ano. Foi sempre um óptimo aluno. Parou no 12.º, porque optou pelo futebol", descreve.

Os amigos Berto Amorim e Pedro Machado, principalmente o primeiro, também têm voado muitas milhas para testemunhar o sucesso do centrocampista. E já começaram "a estudar as rotas para a África do Sul".

Quem não vai ao estádio é a dona Inês, a mãe do jogador. "Não é por mal, é mesmo por amar muito o Pedro", explica António Mendes. "Eu ia a todo o lado, assistia a todos os jogos, e a minha esposa ficava no carro", recorda. Hoje, mais uma vez, a mãe torce por fora, em casa. Mas serão perto de 30 mil a ovacionar o médio, um dos jogadores mais queridos dos adeptos do Vitória, que sonham com o seu regresso ao clube. Hoje, se Queiroz estiver de acordo, poderão vê-lo, durante 90 minutos.

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