Guimarães joga para história na Champions
VÍCTOR JORGE OLIVEIRA
O Vitória de Guimarães inicia, esta noite (20. 30 horas, SportTV1), frente aos suíços do Basileia, a sua primeira aventura na Liga dos Campeões, uma proeza jamais alcançada pela equipa da cidade-berço.
O desfecho deste jogo, correspondente à terceira pré-eliminatória da Champions, poderá dar acesso à prova de elite do futebol europeu de clubes, um objectivo já bem interiorizado por todo o grupo.
No entanto, para além do enriquecimento desportivo, na mente dos profissionais está a hipótese, em caso de qualificação para a frase de grupos, de conseguirem um encaixe financeiro inicial de 5, 4 milhões de euros. Três milhões pela participação e 400 mil euros por cada jogo que dispute, multiplicados pelas seis partidas do grupo a que vá pertencer, o que perfaz 2, 4 milhões.
A estas receitas juntar-se-ão as verbas de bilheteira e dos valores provenientes das transmissões televisivas, o que permitiria chegar perto dos 8 milhões de euros. Posteriormente, caso os minhotos vençam ou empatem um encontro, os valores definidos são de 600 mil euros por uma vitória e 300 mil euros por uma igualdade
Face a este conjunto de factores, a determinação de Manuel Cajuda, treinador da equipa, é bem clara para os dois jogos com o Basileia, ao ponto de desvalorizar o ritmo competitivo mais avançado do adversário: "Já têm vários jogos oficiais disputados, mas essa vantagem deles não é um problema. Os meus jogadores estão fortes, preparados e determinados para este jogo. Será extremamente difícil, mas a minha confiança baseia-se no trabalho e na força dos jogadores".
"É, seguramente, o maior momento da vida do clube. Se entrarmos na fase de grupos, será o ponto mais alto do seu historial", recordou.
Vencer será sempre a prioridade da equipa. Por isso, Manuel Cajuda recusa perspectivar um resultado favorável: "O importante é passar a eliminatória e não me importo de ganhar os dois jogos por meio a zero. O Vitória, em qualquer jogo, actua sempre para ganhar", explicou.
O recente incentivo de José Mourinho, com o qual Manuel Cajuda tem uma longa afinidade, mereceu um agradecimento por parte do treinador algarvio. "Para nós, é muito bem-vindo o elogio de um dos melhores treinadores do mundo. Já o conheço desde pequeno. Na brincadeira, ele chama-me tio Manel e eu sobrinho Zé", revelou. Já o capitão Flávio Meireles agradece, antecipadamente, o apoio dos adeptos: "O seu entusiasmo não inibirá a equipa, pois estamos habituados. Temos sempre boas assistências. Será uma motivação extra e nunca uma inibição."
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