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Baixar impostos pode ser mais eficaz que investir em infraestruturas

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) defendeu hoje que descidas de impostos podem ser mais eficazes na saída da crise actual do que os investimentos em infraestruturas.

"Alternativas [aos investimentos em infraestruturas], como cortes de impostos ou transferências de pagamentos para ultrapassar as restrições do crédito e ajudar os mais pobres podem revelar-se mais eficazes nos estímulos à procura", diz a OCDE no seu relatório sobre as previsões económicas mundiais.

Defendendo que as medidas de ajuda governamental devem ser "temporárias" e de "máxima eficiência", a OCDE considera que, na actual conjuntura económica e financeira, os pacotes de estímulos fiscais devem ser analisados caso-a-caso nos países que têm margem de manobra orçamental para o fazer.

As infraestruturas são muitas vezes apontadas como investimentos desejáveis em contextos como o actual, nota a OCDE, sublinhando, contudo, que muitas vezes esses investimentos demoram "muito tempo" a arrancar.

Ainda segundo a OCDE, as exportações portuguesas vão cair em 2009, penalizadas pelo fraco desempenho da economia espanhola. No próximo ano, as vendas de bens e serviços portugueses ao exterior devem recuar 0,5 por cento, após abrandamentos em 2007 e 2008, segundo a OCDE.

Olhando para os dados das contas nacionais do INE disponíveis no seu site, desde 1996 que não se encontra nenhum ano em que as exportações portuguesas tenham caído (a série só está disponível desde essa data).

"A queda da actividade nalguns dos maiores mercados das exportações portuguesas, especialmente o espanhol, apontam para exportações muito fracas" em Portugal, pode ler-se no documento da OCDE hoje publicado.

A Espanha, um dos principais destinos das vendas de produtos portugueses, deve ver o seu Produto Interno Bruto (PIB) baixar em 0,9 por cento, no próximo ano.

Além disso, a restrição na concessão de crédito e a procura interna "deprimida" devem limitar o investimento empresarial em 2009, conduzindo a um aumento da taxa de desemprego, nota a mesma organização.

Num ano em que Portugal deve ver a actividade económica contrair-se em 0,2 por cento, só o consumo público e as importações têm contributos positivos para o PIB.
Os gastos do Estado vão crescer 0,2 por cento, numa altura em que o consumo privado deve recuar 0,2 por cento, o investimento deve descer 1,2 por cento (depois de dos anos de subidas) e as exportações devem baixar 0,5 por cento.

As importações podem cair 0,9 por cento, ajudando a limitar a queda do PIB, de acordo com as previsões da OCDE hoje conhecidas.

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Comentários
6 Comentários

 
 
     
 
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26.11.2008
14:52
Portugal - Aveiro
Complicou....

 
 
 
26.11.2008
13:57
Portugal - Porto
"Baixar os impostos pode ser mais eficaz que investir em infraestruturas", até aí estou de acordo. Será preciso é especificar as ditas infraestruturas e definir quais os impostos e, após isso, haverá nova conversa, pois as coisas não são tão liquidas como se pode ler em alguns comentários. AZULCLARINHO

 
 
 
26.11.2008
10:26
United Kingdom
primeiro que tudo o IVA nao deveria ter baixado em julho em 1% visto que isso prejudica o estado e nao beneficia consumidores. O estado recebe menos e os consumidores pagam o mesmo visto que como a fiscalizacao é mediocre, os comerciantes ajustam os precos de modo a obter mais lucro antes de impostos. A baixar o IVA deveria ser para os 19 ou 18% pelo periodo de uma ano e depois aumentar gradualmante até aos 20% de forma a compensar a receita. NO entanto, como os paises da zona euro estao presos pelo pacto de estabilidade e nao podem ultrapassar o defice de 3% do PIB, logo Portugal nao pode baixar os impostos em grande escala. Aqui no Reino-Unido e diferente, porque a fiscalizxacao e mais eficiente e o governo nao tem que cumprir os 3% de defice porque nao pertence a zona Euro. Mas as consequencias serao provavelmente o aumento de impostos no futuro, sendo portanto uma especia de presente envenenado... As grandes obras publicas que temos hoje em dia sao o aeroporto de lisboa e o TGV... quem vao beneficiar? apenas a regiao de lisboa e mais nada. um grande plano de obras e investimento publico tem de ser a nivel nacional e que abrange todas as regioes do país. Mas, estamos em Portugal e quanto mais centralista melhor... (pior, quero dizer)

 
 
 
25.11.2008
18:23
Portugal - Braga
E uma coisa será certa, se o IVA baixar significativamente a receita para o estado aumenta. Por 2 factores, 1º serão menos as empresas que fogirão ás facturas irregulares (venda sem factura). 2º Todas as empresas consiguerão pagar o IVA ao estado no dia 10, acabando assim com muitos incomprimentos.

 
 
 
25.11.2008
18:15
Portugal - Aveiro
Baixar impostos pode ser mais eficaz, mas construir infraestruturas é que dá lucro aos politicos e aos amigos, baixar impostos é ajudar o Zé Povo, construir infraestruturas dá para ajudar os senhores de colarinho branco, os Coelhos deste país, é ou não é...

 
 
 
25.11.2008
15:07
Portugal - Aveiro
Baixar o iva seria uma bela opção, deu mais trabalho trocar a treta da taxa do Iva, do que as regalias de baixar um ponto percentual. Baixem e com um número que se veja, porque 20% é muita fruta para pequenas e médias empresas.

 
 
 



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