Economia nacional está a definhar
"Portugal é o doente que não morre mas também não melhora". Foi este o diagnóstico feito, ontem, por Ernâni Lopes, ao país.
Na apresentação do estudo sobre a evolução da economia portuguesa, o presidente da empresa de consultoria Saer e ex-ministro das Finanças, afirmou que "Portugal está a definhar". Ao olhar para trás, Ernâni Lopes não vê garra, nem substância, nem ideias, nem verdade. Vê uma década historicamente esvaziada: "Uma predominância de banais tentativas de ilusionismo na política, de incapacidade da visão estratégica, e de fantasia na leitura de realidades económico-financeira", acrescentou.
O orador criticou ainda a forma como se faz negócio em Portugal: "Vale tudo para enriquecer de qualquer maneira e depressa, sem critério, e isto dito de uma maneira elegante, é uma percepção materialista ordinária da sociedade portuguesa", disse. "É a golpadazeca do ordinareco que faz umas jogadas, umas burlas, umas corrupções condenando o país".
Ainda assim existem soluções para tirar Portugal do marasmo. Para além da redução do endividamento, do aumento da produtividade e do incremento das exportações, apostar em domínios de potencial estratégico como o turismo, o hipercluster da economia do mar, cidades e desenvolvimento, ambiente e serviços de valor acrescentado é o caminho a seguir. Estreitar relações com mercados como Europa, Brasil e África é também uma questão estratégica para o desenvolvimento do país.
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