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Lucro da Galp aumenta 90%

Catarina Craveiro

O lucro da Galp subiu mais de 90% no primeiro semestre do ano para 260 milhões de euros. A impulsionar o resultado esteve a melhoria da margem de refinação e a subida do preço médio do barril de crude. De Janeiro a Junho, a Galp exportou 80% do total de 2009.

A Galp Energia lucrou 260 milhões de euros nos primeiros seis meses deste ano, mais 90,2% face a igual período do ano passado. A sustentar o crescimento dos resultados esteve, essencialmente, o aumento do preço e da produção de crude, a melhoria da margem de refinação e do volume de crude processado.

De Janeiro a Junho, a Galp exportou cerca de 80% de toda a exportação no ano passado, retomando o ritmo que tinha antes de sentir os maiores efeitos da crise. No primeiro semestre, a Galp exportou mil milhões de euros em produtos para 55 países, em especial para os EUA, México e Reino Unido. Em 2009, as exportações foram no valor de 1,2 mil milhões. 

Quanto à procura neste ano, Ferreira de Oliveira disse que houve uma melhoria a nível global no primeiro trimestre mas ressalvou que isso não se fez sentir em Portugal. "O mercado português caiu o mesmo que o espanhol, ou seja, 3% em média", disse o presidente da empresa.

As vendas cresceram 19% em relação ao primeiro semestre de 2009, apesar do aumento do preço dos combustíveis neste período. Contas feitas pelo JN, com base nos dados da Direcção Geral de Energia, de Janeiro a Junho, o gasóleo sofreu um aumento de 15% (mais 14,8 cêntimos por litro) e a gasolina subiu 13,5% (mais 16 cêntimos) face ao primeiro semestre do ano passado.

O aumento dos resultados da petrolífera pode levar o consumidor a questionar a possibilidade de uma descida dos preços. Mas as justificações são mais complexas. "O aumento do lucro não tem a ver com o aumento da margem na comercialização, pois esta é mais ou menos constante", explicou ao JN Jesus Ferreira.
Segundo o consultor, a estrutura dos preços é influenciada pela margem de distribuição, margem de refinação, impostos e preço do crude. Os dois últimos são os que mais pesam no preço de venda ao público e fogem do controlo das petrolíferas. Mesmo que a Galp reduzisse as margens, o impacto nos preços seria mínimo.

 
 
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