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Supermercados começam a ficar sem alimentos

Os efeitos da subida do preço dos combustíveis e da paralisação dos transportes já se faz sentir no sector alimentar. Ao terceiro dia de paralisação, começam a escassear legumes, fruta, peixe e carne...

As escassez começa nos frescos por se tratarem de alimentos perecíveis. Também o leite pode começar a desaparecer dos supermercados. Os produtores de leite estão com dificuldades em entregar o leite fresco às unidades de transformação e cerca de 2,5 milhões de litros de leite irão mesmo "para o lixo".

Sul e Centro são os mais afectados

São as zonas do Centro e Sul do país as mais afectadas. Em alguns casos, não há fruta nem mesmo batata ou cebola, e os legumes que ainda restavam durante a manhã eram pouco mais do que alguns repolhos e alho francês, como se verificou no Modelo em Coimbra.

As prateleiras de carne encontravam-se praticamente vazias, sendo o frango o produto em maior quantidade.

Também no Lidl da Pedrulha, os stocks estão em baixa e desde segunda-feira que o estabelecimento não recebe novos produtos.
No Continente do centro comercial Fórum de Coimbra era também notória, à hora do almoço, a quebra de produtos nas prateleiras de carne, peixe fresco, fruta e legumes.

No talho, nota-se a falta de carne do porco e as bancas do peixe estão vazias.

Água e leite em falta

Os produtores de leite estão desesperados pois os depósitos estão cheios e não conseguem escoar o produto das várias ordenhas diárias.

Os agricultores têm de continuar a ordenhar as vacas, caso contrário os animais deixam de produzir.

No Alentejo, para além  da escassez dos produtos frescos, a água também começa a faltar. Já não há garrafões de água, e a alternativa são os refrigerantes que substituem as garrafas de litro e meio.

Para além da paralisação, aumentaram os piquetes nas estradas para impedir a circulação dos veículos que transportam mercadorias.

Há dezena de viaturas danificadas devido a apedrejamentos e os motoristas são ameaçados.

Ainda não se chegou à procura de enlatados mas há quem comece a pensar em alternativas. Produção hortícola caseira e criação de galinhas ou, para os mais extremistas, uma alimentação vegetariana são as alternativas num futuro que não está muito longe.

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