Ciência: Falta de financiamento pode comprometer investigação com "resultados promissores" em vacina para recém-nascidos
Porto, 04 Nov (Lusa) - A falta de financiamento pode comprometer a investigação de uma vacina para recém-nascidos, que está a ser desenvolvida pelo Laboratório de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), alertou hoje Paula Ferreira, responsável pela investigação.
"Todos os resultados que obtivemos até agora são muito promissores. Descobrimos, nas experiências realizadas em ratinhos, que, se vacinarmos a mãe antes de engravidar, conseguimos proteger o recém-nascido", afirmou a investigadora, em declarações à Lusa.
Em causa está a descoberta de uma vacina contra infecções provocadas por estreptococos agalactiae (GBS), que originam pneumonia, sepsis e meningite nos recém-nascidos.
A investigação, iniciada em 2001, tem vindo a ser desenvolvida através de experiências, que já permitiram concluir que a vacina "é inócua para ratinhos e coelhos".
O desenvolvimento normal deste processo implica ainda a realização de vários estudos, antes da passagem às experiências com seres humanos, mas os investigadores enfrentam problemas de financiamento.
"Estamos com problemas de financiamento para continuar as investigações, alertou Paula Ferreira, recordando que este processo teve o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia.
A solução para o problema do financiamento pode passar, disse, pela entrada no processo de uma farmacêutica que se interesse pela patente internacional desta vacina.
"A Universidade do Porto já submeteu a patente. A nacional está feita, mas a internacional ainda está patente", salientou a investigadora, admitindo que o interesse de uma farmacêutica por esta patente internacional poderia resolver os problemas de financiamento da investigação.
FR.
Lusa/fim
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