Carrinhas desaparecem de fábrica fechada
Margarida Fonseca
Quatro carrinhas pertencentes à empresa de calçado Boleiro, localizada em Avintes, Vila Nova de Gaia, desapareceram na passada-sexta-feira do parque da firma. A denúncia foi feita por trabalhadores que garantem que as viaturas (bem como um jipe e um automóvel de alta cilindrada) tinham sido arrestados por fornecedores na passada semana.
A empresa encerrou no dia 25 de Março deixando 50 trabalhadores sem receber os salários de Janeiro, Fevereiro e Março bem como 50% do subsídio de Natal de 2007. Segundo operários, a empresa tinha em "carteira encomendas de 19 mil pares de sapatos para exportação 16 mil para França e três mil para a Alemanha". A proprietária da fábrica terá comunicado a decisão de fechar a fábrica criando, no entanto, e ainda conforme trabalhadores, "a expectativa de que até finais do corrente mês, com a entrega das encomendas, os salários em atraso e outros créditos seriam regularizados".
A situação levou já dois deputados do Bloco de Esquerda, José Soeiro e Mariana Aiveca, a questionar o ministro da Economia e Inovação sobre as medidas que pretende tomar para apurar a viabilidade económica da firma. Na base do documento está o facto da produção da Boleiro ser, "na sua totalidade , destinada ao mercado externo".
Na pergunta dirigida ao ministro, os dois deputados bloquistas dizem ter informações dos trabalhadores que a empresa não tem dívidas à Segurança Social nem às Finanças, pelo que querem saber "se o seu encerramento configura um acto ilícito de fuga às responsabilidades para com os trabalhadores e com os créditos emergentes dos seus contratos de trabalho". Para os parlamentares a fábrica Boleiro vem engrossar a lista de "empresas fechadas emGaia, concelho que, mês após mês, s e confronta com fecho de firmas e outras a deslocalizarem-se".
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