Situação agrava-se no jornal Primeiro de Janeiro
O mais antigo jornal da região do Porto (após o encerramento de "O Comércio do Porto") parece ter cada vez mais próximo o seu fim.
"O Primeiro de Janeiro" foi ontem alvo de uma acção de penhora, há trabalhadores com salários e subsídios em atraso e os jornalistas despedidos ilegalmente há um ano continuam à espera de receber as devidas quantias.
Um total de 12 computadores, duas impressoras e um televisor foram confiscados, anteontem, por um credor da empresa NPCS--Norte Press, Jaime Pedrosa, na presença de um oficial de Justiça e da PSP. Segundo a agência Lusa, a acção deve-se a uma dívida de 3 mil euros, referente a salários e subsídios de férias e de Natal.
Recorde-se que o Sindicato dos Jornalistas havia já denunciado que os cinco jornalistas que se encontram a garantir o jornal actualmente não recebiam os seus vencimentos há três meses, havendo profissionais da publicação "Motor" com salários de oito meses em atraso. A denúncia suscitou uma visita da Autoridade para as Condições de Trabalho, no início da semana. O Sindicato lembra que a situação dos jornalistas despedidos não foi regularizada.
O JN tentou contactar a direcção do título, o que não foi possível até ao fecho desta edição. A situação de "O Primeiro de Janeiro" agrava-se progressivamente, sendo cada vez mais incerta a continuidade do jornal nas bancas.
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