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Irlandeses favoráveis ao Tratado de Lisboa

Os irlandeses passaram a ser maioritariamente favoráveis ao Tratado de Lisboa, que haviam rejeitado em referendo realizado em Junho passado, sendo a reviravolta de opinião induzida pela crise económica, revela uma sondagem esta sexta-feira divulgada.

A sondagem, realizada pela empresa de estudos de mercado "Lansdowne Market Research", indica que 58 por cento das pessoas interrogadas estão "totalmente de acordo" ou "de acordo" com a hipótese de a Irlanda vir a votar favoravelmente o acordo num próximo referendo sobre o Tratado.

Contra o tratado continuam 29 por cento dos inquiridos, que "desaprovam totalmente" ou "desaprovam" o Tratado de Lisboa, enquanto 12 por cento responderam que "não tem opinião" formada sobre o assunto, adianta o inquérito realizado entre 12 e 23 de Janeiro, através de entrevistas telefónicas a 1.000 pessoas.

No referendo de 12 de Junho de 2008, 53 por cento dos irlandeses rejeitaram o Tratado de Lisboa, que reforma as instituições da União Europeia.

O Governo da Irlanda aceitou organizar um segundo referendo, em data ainda não estabelecida, após ter obtido a garantia de conservar um comissário europeu irlandês.

"A actual crise económica parece ter trazido uma nova visão à Europa e sobre o nosso lugar no seio da União Europeia. Mais de metade da população está preocupada em que a Irlanda possa perder o seu estatuto na Europa", explica a "Lansdowne Market Research" num comunicado hoje divulgado.

A sondagem revela ainda que cerca de metade da população considera que a actual recessão durará três anos ou mais.

Sobre a gestão da crise pelo governo irlandês, 74 por cento dos inquiridos consideraram que é "má" - percentagem que cresceu 11 por cento relativamente a uma outra sondagem realizada em Setembro de 2008 - enquanto 10 por cento que a gestão governamental é "boa" ou "muito boa" e 16 por cento não têm opinião.

A Irlanda foi o primeiro país da zona euro a ter entrado em recessão, no primeiro semestre de 2008.

O primeiro-ministro irlandês, Brian Cowen, já admitiu uma contracção da actividade económica na escala dos 10 por cento entre 2008 e 2010 e o Banco Central da Irlanda admite uma diminuição de quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009, após uma recessão de um por cento no ano passado.

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Comentários
4 Comentários

 
 
     
 
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31.01.2009
00:04
Portugal - Lisboa
E tudo uma questao financeira ! Souberam negociar ! Encostaram os outros paises da Uniao a parede !

 
 
 
30.01.2009
22:53
Portugal - Porto
Ai agora já querem outra vez?!

 
 
 
30.01.2009
22:28
Portugal - Porto
Os povos são assim, Oportunistas. Quando a Irlanda era Pobre era europeísta, obviamente para receber os fundos. Quando a Irlanda se considerava já a mais rica da Europa, tornou-se eurocéptica, para não contribuir para o desenvolvimento dos países mais pobres do leste. Agora que a Irlanda enfrenta uma das maiores crises da UE, volta a ser europeísta, não vá o diabo torce-las.

 
 
 
30.01.2009
21:50
Portugal - Porto
Pois. Orgulhosamente sós desde que traga benefícios, mas em situação de crise querem a ajuda dos vizinhos. Bem me parecia que a Irlanda não estva tão desenvolvida, mentalmente, como parecia! Agora, merceciam esperar mais uns anitos!

 
 
 


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