O navio de carga alemão, de bandeira Antigua e Barbados, "Charelle", foi atacado por piratas em águas territoriais de Omã, confirmou Santos Fernandes, do 'staff' NATO a bordo da Corte-Real.
Este ataque, que ocorreu às 16:20 (hora local, 14:20 em Lisboa), foge aos padrões habituais da actividade dos piratas somalis, uma vez que é registado em águas territoriais de outro País, em Omã, e muito longe da costa da Somália.
Não foi avistado nenhum navio-mãe por perto, o habitual método de camuflagem das pequenas embarcações, as 'skiffs', usadas pelos piratas para a abordagem aos navios.
O alerta foi dado por um terceiro navio, o "Eli Maersk", que provavelmente viu algo estranho ou terá ouvido algo nas comunicações rádio.
Ainda não há confirmação mas poderão ter sido disparados tiros sobre o navio sequestrado.
Feito o alerta, de que teria havido um ataque de piratas ao navio alemão "Charelle", em águas territoriais de Omã, perto da povoação de Sur, a sul de Muscat, imediatamente o navio da marinha espanhola "Marques de la Ensenada", que está integrado na força da União Europeia contra a pirataria no Golfo de Áden, que fazia uma 'passagem inofensiva' em águas territoriais de Omã aproximou-se e avistou seis piratas a bordo do "Charelle".
"À luz da lei internacional, este tipo de ataques não é considerado pirataria uma vez que acontece em águas territoriais de Omã, ou seja é um crime de roubo sob jurisdição das autoridades daquele país do Sul da península arábica.
Por outro lado, as forças navais que operam em missões de vigilância não têm possibilidade de intervir em águas territoriais.
O navio espanhol permanece na região vigiando o "Charelle" não havendo informação sobre se manterá o acompanhamento do "Charelle" rumo às águas da Somália.
Uma vez que o navio sequestrado, pertencente à empresa Tarmstedt International ltd, é alemão e existem vários navios da marinha alemã no golfo de Áden, é provável que um deles navegue para Este rumo a Sur, para acompanhar o "Charelle".
Não são conhecidos detalhes sobre o número de tripulantes que estarão reféns a bordo do Charelle, que se encontra a navegar em direcção sudoeste, para a costa da Somália.
A fragata portuguesa Corte-Real, que é o navio-almirante da missão da NATO contra a pirataria, encontra-se a navegar junto à costa da Somália, numa vasta área de centenas de milhas onde estão fundeados pelo menos 13 navios sequestrados pelos piratas nos últimos meses.
* Agência Lusa