Nação de luto por mais um massacre
Obama adverte contra conclusões precipitadas após tiroteio em base
Obama ordenou, ontem, que todas as bandeiras fossem içadas a meia haste até ao Dia dos Veteranos (11). "A Nação inteira está de luto", disse. Menos de 24 horas após o tiroteio que matou 13 militares no Texas, outro, em Orlando, matou uma pessoa.
O presidente Barack Obama pediu cautela contra conclusões precipitadas e disse que os motivos do tiroteio estavam a ser investigados. "O que sabemos é que as famílias, amigos e toda uma Nação estão de luto pelos homens e mulheres valentes que morreram no ataque", disse o presidente que, ontem, se encontrou com as autoridades norte-americanas, incluindo o director do FBI, Robert Mueller
As autoridades, que estiveram em casa de Nidal Malik Hasan, à procura de respostas, estão também a investigar se o autor dos disparos é o responsável pelos comentários publicados na Internet, em que elogia a "causa nobre" de bombistas suicidas, pôde ler-se no "The New York Times".
Segundo o comandante da maior unidade militar terrestre dos Estados Unidos, general Robert Cone, "as primeiras informações indicam que havia um só atirador que foi atingido por diversas balas. No entanto, não está morto, como tinha sido anunciado. Está hospitalizado sob detenção e a sua situação é estável". O comandante relatou à televisão NBC News, que, segundo testemunhas, Hasan gritou, em Árabe, "Allahu 'Akbar!" [Deus é grande], antes de abrir fogo contra os seus companheiros, alguns minutos após o início da cerimónia de formatura na base.
Uma vizinha de Hassan Patricia Villa disse que o major esteve, na passada quarta-feira, no apartamento e que afirmou que ia para fora do país na sexta-feira. Segundo Villa, voltou na quinta-feira, horas antes do ataque. Um primo de Hassan, Nader, afirmou à rede Fox News que ele se opunha às guerras no Iraque e no Afeganistão e estava preocupado com a notícia de que seria enviado em breve para a frente de batalha.
Em Orlando (Florida), um atirador disparou contra um prédio de escritórios, provocando um morto e cinco feridos, de acordo com as autoridades locais. Depois de várias horas a cercarem o edifício Legions Place, os agentes policiais conseguiram capturar o suspeito.
Identificado como Jason Rodriguez, o suspeito trabalhou no referido edifício, segundo o jornal "Orlando Sentinel".
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