Neofascistas por detrás de assassínio em Moscovo
, EDUARDO GUEDES, CORRESPONDENTE EM MOSCOVO
Um dos detidos no caso do assassínio do advogado Stanislav Markelov e da jornalista Anastasia Baburova confessou ser o autor do crime, mas afirma que as motivações não foram ideológicas.
As autoridades policiais de Moscovo anunciaram ter detido Nikita Tikhonov, de 29 anos, e Evguenia Khassis, de 24 anos, suspeitos pelo duplo homicídio ocorrido no centro da capital russa em Janeiro deste ano. De acordo com o advogado de Tikhonov, Evgueni Skripelev, o seu cliente "reconheceu que tinha cometido o homicídio do advogado Markelov e da jornalista", não "por divergências ideológicas, mas por ódio pessoal". No entanto, fontes ligadas à investigação preliminar afirmam que Tikhonov tem ligações à organização neofascista "Imagem Russa", e suspeitam que ele esteja ligado a outros crimes contra cidadãos de outras etnias e activistas antifascistas, nomeadamente ao assassínio de Alexandre Riukhin, um caso que Stanislav Markelov tentava resolver.
Markelov era conhecido por defender "os fracos", e um dos casos mais relevantes foi o de representar a família de Elsa Kungaeva, a rapariga chechena violada e assassinada pelo major Iuri Budanov, durante a guerra da Chechénia, em que conseguiu a condenação do oficial russo.
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