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153 mortos e 19 feridos no aeroporto de Madrid

 
foto STR/LUSA
153 mortos e 19 feridos no aeroporto de Madrid
Ao embater no chão, o avião partiu e incendiou-se
 

Um avião da Spanair com 172 pessoas a bordo começou a arder na pista do aeroporto de Barajas, em  Madrid, quando levantava voo. O acidente provocou a morte de 153 pessoas e só 19 pessoas foram resgatadas com vida mas em estado crítico. O Ministério dos Negócios Estrangeiros português disponibilizou um número para informações: 707 202 200.

Um dos primeiros socorristas a chegar ao local relatou ao 'El Mundo' um cenário dantesco: “Estava tudo cheio de corpos carbonizados”.

Um funcionário da empresa de navegação aérea dos aeroportos espanhóis testemunhou o acidente e reiterou, ao jornal ?El País?, a dimensão da tragédia: “O avião estava todo partido, tudo estava cheio de corpos”.

Ramón García Gallardo, um passageiro que acabara de chegar ao aeroporto de Barajas, em Madrid, às 14.28 horas, vindo de Lima, no Peru, descreveu assim o impacto do acidente: “No terminal 4, quando o nosso avião estava a aterrar, a minha mulher viu uma bola de chamas no final da pista.”

Outra testemunha, Manuel Muela Mata, condutor que viaja diariamente pela R2, também descreveu o que viu: “Fazia o caminho de regresso a casa quando, na saída da Fonte de Saz- Paracuellos del Jarama, vi um avião que vinha directo a mim, pensei que me atropelava. Mas depois o que me chamou a atenção foi ter-se levantado uma enorme nuvem de areia quando ele passou. Vi logo que tinha saído da pista, com a ala esquerda. Reduzi a velocidade e parei quando o avião mudou bruscamente de direcção e bateu com a ala direita no solo. Vi-o a partir-se e vi a explosão.”

As autoridades instalaram já uma morgue num dos pavilhões do complexo de feiras de Madrid, o IFEMA, para onde se começaram já a deslocar familiares das vítimas.

O governo espanhol declarou três dias de luto oficial e quer os seus membros quer os responsáveis dos partidos da oposição cancelaram as férias enviando mensagens de solidariedade aos sobreviventes e familiares das vítimas.

Enquanto decorrem as investigações preliminares ao acidente - tendo já sido recuperadas as caixas negras do avião - começaram a ser conhecidos os primeiros relatos do acidente.

Trabalhadores do aeroporto descreveram o estado em que ficou o avião, referindo que o aparelho ficou totalmente partido em pedaços e que o embate foi tão forte que um dos motores estava na cabine dos pilotos.

Fonte da Spanair confirmou que o avião sinistrado, um MD-82, foi sujeito à ultima revisão em Janeiro último e, desde aí, não registou qualquer avaria técnica.

Os familiares têm uma linha telefónica disponível para obterem informações (+34 800400200).

Um dos motores esquerdos do avião incendiou-se, o que forçou a queda logo a seguir à descolagem, após subir alguns metros, junto à pista seis do Terminal 4, às 14:45 (13:45 em Lisboa).

Fontes da transportadora aérea Spanair confirmaram que a direcção está reunida e que foi activado um protocolo de emergência para identificar as vítimas.

Algumas operações de descolagem e aterragem no aeroporto de Madrid já foram retomadas, mas ainda com limitações e fortes atrasos. Entre os voos afectados está, pelo menos, o TP 715 da TAP.

O primeiro-ministro espanhol, José Zapatero, e o líder da Oposição, Mariano Rajoy, já interromperam as férias e estão a dirigir-se para o local do acidente.

O tráfego aéreo em Barajas já foi, entretanto, reaberto, com limitações.

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