Casamento "gay" chumba por pouco
P. M.
Uma maioria pouco sólida (53%) recusa abertamente conceder aos homossexuais a possibilidade de contraírem casamento civil em circunstâncias iguais às de casais de sexo diferente.
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| Infografia JN |
Contudo, nem todos se mostram fechados à adopção de soluções alternativas, como a união civil, consagrando ou não direitos equivalentes aos do casamento "tradicional". Ou seja, não estando a sociedade portuguesa madura para uma alteração legislativa com a profundidade das propostas pelo Bloco de Esquerda e "Os Verdes", também não parece inteiramente fechada a soluções intermédias, susceptíveis de constituir um passo em frente.
Está em causa um tema com uma carga ideológica que a próprio sondagem exprime. Só 29% dos simpatizantes do PSD admitem o casamento "gay", mas no PS são quase metade. Mais de um terço dos inquiridos assegura que não votaria num partido que, neste particular, assumisse uma posição diferente da sua.
Ficha Técnica
Sondagem realizada pelo Centro
de Sondagens e Estudos de Opinião da Universidade Católica (CESOP) para a Antena 1, a RTP e o Jornal de Notícias entre nos dias 4 e 5 de Outubro de 2008. O universo alvo é composto pelos indivíduos com 18 ou mais anos recenseados eleitoralmente em Portugal Continental. Foram seleccionadas aleatoriamente 19 freguesias do país, tendo em conta a distribuição da população recenseada eleitoralmente por regiões e por freguesias com mais e menos de três mil habitantes. A selecção aleatória das freguesias foi sistematicamente repetida até que os resultados eleitorais das eleições legislativas de 2005 nessas freguesias estivessem a menos de 1% dos resultados nacionais dos cinco maiores partidos, ponderado o número de inquéritos a realizar em cada freguesia. Os domicílios em cada freguesia foram seleccionados por caminho aleatório e foi inquirido em cada domicílio o mais recente aniversariante recenseado eleitoralmente na freguesia. Foram obtidos 1297 inquéritos, sendo que 53% dos inquiridos eram do sexo feminino. Todos os resultados obtidos foram depois ponderados de acordo com a distribuição da população com 18 ou mais anos residente no Continente por sexo, escalões etários e qualificação académica, na base dos dados do Censos. A margem de erro máximo associado a uma amostra aleatória de 1297 inquiridos é de 2,7%, com um nível de confiança de 95%.
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