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Professores não param contestação

Sindicatos recusam qualquer aproximação às propostas do Ministério

TIAGO RODRIGUES ALVES

Os professores desvalorizam as alterações propostas esta terça-feira pelo Ministério da Educação e recusam aproximar posições. Dizem, ainda, que só voltam à comissão paritária depois de suspenso este modelo de avaliação.

Ontem de manhã, em Fafe, a ministra da Educação foi alvo de forte contestação por mais de três centenas de estudantes e também de alguns professores que chegaram a atingir com ovos a viatura onde viajava (ver texto na página seguinte). O primeiro-ministro reagiu, considerando o incidente "lamentável".

Ainda ontem de manhã, após a suspensão da comissão paritária de acompanhamento da avaliação de desempenho, por causa da anunciada falta de comparência dos sindicatos, o secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, anunciou alterações às regras dos concursos de professores que, na sua opinião, representariam "uma aproximação à posição dos sindicatos".

Uma das medidas foi o adiamento dos efeitos da avaliação de desempenho no concurso de colocação de professores para 2010, no caso dos contratados e quadros de zona pedagógica, e para 2013, nos restantes. A outra alteração obriga os docentes que pertencem a quadros de zona pedagógica a concorrer a mais do que uma região apenas quando não tiverem vaga na sua.

No entanto, junto dos professores este anúncio não teve o efeito desejado, pois continuam a rejeitar liminarmente a possibilidade de a avaliação ser utilizada como um critério de graduação para efeitos de concurso.

"A questão da avaliação de desempenho mantém-se, para nós, como uma questão inultrapassável, e não é uma questão de cronologia na sua aplicação que nos pode modificar a apreciação. Somos, em qualquer momento, contra uma avaliação que com este carácter de iniquidade possa estar a interferir com a realização profissional das pessoas", afirmou o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos de Educação (FNE), João Dias da Silva. Em relação à suspensão de funcionamento da comissão paritária, o professor afirmou que a FNE apenas regressará se houver a suspensão deste modelo de avaliação e a criação de um novo.

Também a Federação Nacional dos Professores rejeita qualquer aproximação com o Ministério. "O que sempre contestámos é que a avaliação tenha efeitos nos concursos de colocação de professores, independentemente de ser em 2009, 2010 ou 2013", disse o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, que salientou ainda que também não aceita que os concursos passem a ser feitos de quatro em quatro anos.

Para o coordenador do Movimento Mobilização e Unidade de Professores (MUP), Ilídio Trindade, estas medidas são "apenas o adiamento de um problema que não resolve os problemas actuais, nomeadamente o da avaliação que está em curso ou que se quer impor", sublinhando que "parece ser uma forma de o ministério ganhar tempo perante a contestação que, embora esperada, talvez não vislumbrasse tão significativa e tão determinada".

Recorde-se que o MUP, a par da Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE), está a organizar uma manifestação, "sem conotações partidárias ou sindicais", para o próximo sábado, em Lisboa.

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Comentários
4 Comentários

 
 
     
 
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12.11.2008
15:46
Portugal - Coimbra
GARULA 12.11 2008 Talvez as entidades patronais, privadas ou não, venham aqui vêr as horas a que escrevem estes comentários e, SE FOREM FEITOS NA HORA DE TRABALHO, utilizando os computadores das suas empresas. Então é expulsá-los da profissão. Força patrões. Cambada de arruaceiros. Pode pôr a sua menina no ensino privado, não é obrigada a estar no publico, todos nós queremos o melhor para os nossos filhos. APCARDOSO.12.11.2008 Penso q/não viu ontem no jornal da SIC a explicação do sindicalista sobre como se faz a avaliação dos prof's, foi claro, transparente e sem palavras difíceis. Nas palavras da ministra é "O sistema de avaliação unica possivel" ou seja para ela não é possivel de outra maneira.

 
 
 
12.11.2008
15:37
Portugal - Porto
Mas estes senhores sabem fazer outra coisa?

 
 
 
12.11.2008
13:04
Portugal - Braga
"Uma avaliação com caracter de iniquidade"??? Que maior INIQUIDADE do que não haver avaliação e todos poderem chegar ao topo da carreira quer tenham sido competentes, assíduos e dedicados , ou não?!...

 
 
 
12.11.2008
11:24
Portugal
ver através do video quem foram os prf.s que fizeram isto e expulsa-los do ensino. Força Sócrates estou contigo. Cambada de arruaceiros, e pensar eu que tenho a minha a ser ensinada por esta corja de malandros

 
 
 


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