PS/Madeira apela à Justiça contra Jardim
HERMANA CRUZ
O líder do PS/Madeira, João Carlos Gouveia, acusa o presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, de instigar à violência. E exige a intervenção do Ministério Público, a quem apresenta esta quinta-feira uma exposição.
Primeiro foi Alberto João Jardim quem pôs o líder do PS/Madeira em tribunal por o ter acusado de ter responsabilidades na propaganda e atentados da terroristas da FLAMA (um movimento separatista da Madeira que apareceu após o 25 de Abril). Uma acusação que valeu a João Carlos Gouveia o pagamento de uma indemnização de 35 mil euros ao presidente do Governo Regional da Madeira. Agora é Gouveia quem se queixa de Jardim à Justiça do arquipélago, acusando-o de instigar à violência física.
Em causa, estão declarações do líder do PSD/Madeira na sequência do episódio com o deputado do PND/Madeira, José Manuel Coelho, expulso da Assembleia Legislativa Regional, em que apelou à população que "tratasse daquela gente que quer voltar à Madeira Velha". (ver caixa ao lado)
Para Gouveia, Jardim apelou à violência". Por isso, vai fazer hoje uma exposição ao Ministério Público, pedindo que intervenha, já que ninguém o faz. "Qual foi a sanção moral ou política por parte do presidente da República?", questionou, quanto ao episódio com o PND, lamentantado que Cavaco Silva não tenha enviado uma mensagem ao Parlamento Regional. "O Ministério da Administração Interna devia averiguar que medidas foram tomadas pela policia para que o deputado pudesse entrar no Parlamento", apontou ainda, ao JN.
João Carlos Gouveia acredita, assim, que "há uma demissão sistemática do poder político em relação ao que se passa na Madeira e o poder judicial vai por arrasto". Por isso, compromete-se a, "sempre que houver um desrespeito das regras do Estado de Direito, a apresentar uma exposição aos órgãos competentes". E avisa: "Se isto fosse uma coisa entre madeirenses, este assunto já estava resolvido! Mas são as instituições nacionais que toleram alguém que atenta contra o Estado de Direito e contra a pátria".
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