Rangel acusa Governo de "instrumentalizar politicamente" matéria da Educação
O líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, acusou esta quinta-feira o Governo de "instrumentalizar politicamente" a questão da Educação e de se perder em "tricas", garantindo que a grande preocupação dos sociais-democratas é "salvar as escolas".
"O Governo quer instrumentalizar politicamente esta matéria. Usar a matéria da Educação para fazer política", acusou Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas à saída do plenário da Assembleia da República, onde foi chumbado o projecto social-democrata para a suspensão do processo de avaliação dos professores.
Rejeitando que o 'chumbo' do diploma do PSD tenha sido uma "derrota", o líder da bancada social-democrata insistiu que "a grande preocupação do partido é salvar as escolas".
"O PSD tem uma atitude responsável, estamos preocupados com a crise que se vive nas escolas", sublinhou, lamentando que, pelo contrário, o PS e o Governo se percam em "tricas e acusações" e em fazer "política menor".
"Não é uma derrota para o PSD, mas é lamentável para as escolas", acrescentou ainda Paulo Rangel.
Questionado sobre o que pretende fazer agora o PSD em relação ao processo de avaliação dos professores, o líder da bancada social-democrata adiantou que o objectivo do partido "é continuar a alertar para a crise nas escolas", defendendo que é necessário suspender "um modelo que já falhou".
"É preciso libertar as escolas da crise em que estão, resolver a crise nas escolas, que é mais grave desde o 25 de Abril", insistiu.
O projecto de lei do PSD para suspender o processo de avaliação dos professores foi chumbado, com os votos contra da maioria socialista e a abstenção dos deputados do PS Manuel Alegre, Teresa Alegre Portugal, Júlia Caré e Eugénia Alho.
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