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Convenção de Bloco de esquerda reúne 600 delegados em Lisboa

Os trabalhos da VI Convenção do Bloco de Esquerda (BE) começaram este sábado em Lisboa com a aprovação do seu regimento e com uma proposta de alteração apresentada pela Moção B que foi, contudo, rejeitada pela maioria dos delegados presentes. Carvalho e Silva marca presença na convenção a convite do BE.

No pavilhão do Casal Vistoso, em Lisboa, decorado em tons de branco e vermelho, a sexta convenção bloquista iniciou-se com a votação do regimento da comissão organizadora do congresso pelos delegados das três moções.

O regimento foi aprovado por maioria, com cinco votos contra e seis abstenções.  

Com os trabalhos a começarem às 11:20, com cerca de 20 minutos de atraso, a Moção B apresentou uma proposta de alteração ao ponto 15 do regimento da convenção, pedindo que os tempos de intervenção das diferentes moções – definidos em função do número de delegados eleitos ao congresso – fossem iguais.  

"Propomos a eliminação deste ponto porque as 600 pessoas aqui presentes são todos, todos delegados à convenção do Bloco de Esquerda", defendeu Paulo Silva, subscritor da moção B.  

Contudo Pedro Soares, coordenador autárquico e responsável pelos trabalhos da mesa da Convenção, retorquiu dizendo que o actual modelo de regimento garante "a intervenção democrática de todos os delegados" e que tal já foi "experimentado na anterior convenção e funcionou bem".  

Submetida à votação, a proposta foi rejeitada pela maioria dos delegados.  

A Moção A, afecta a Louçã, conseguiu eleger mais de 80 por cento dos cerca de 600 delegados à VI Convenção do Bloco de Esquerda.  

Carvalho da Silva justifica presença com convite e "lembra importância das questões do trabalho"  

O líder da CTGP, Carvalho da Silva, justificou a sua presença na Convenção do Bloco de Esquerda com o convite que lhe foi feito e lembrou "a importância das questões do trabalho no momento" que se vive actualmente.  

O secretário-geral da CGTP assistiu nas primeiras filas ao discurso de abertura do congresso feito pelo líder do Bloco e foi dos mais aplaudidos pelos presentes quando Francisco Louçã mencionou a sua presença na sala.  

Questionado pelos jornalistas à saída da VI Convenção, Manuel Carvalho da Silva recusou comentar qualquer aproximação com o partido mas lembrou contudo que "no Bloco de Esquerda há muito militantes da CGTP".

"Estou presente porque a CGTP foi convidada, no Bloco de Esquerda há muitos militantes da CGTP, trabalhadores activos que nos merecem todo o respeito, mais nada", disse.

Confrontado com algumas afinidades entre o discurso de Francisco Louçã e a CGTP, Carvalho da Silva, afirmou apenas que "é natural que nos discursos do momento as questões do trabalho tenham muito relevo".

"É natural e é imprescindível", frisou.

Por não se encontrar em Lisboa, o líder sindical não vai estar presente no encerramento da Convenção, mas estará representado por uma delegação da CGTP.

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