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Justiça pede meio milhão em custas às famílias das vítimas de Entre-os-Rios

Familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios vão pedir a intervenção do Presidente da República e do Governo para serem libertados do pagamento de meio milhão de euros de custas no processo-crime relativo à queda da ponte.

O apelo segue "hoje mesmo", por carta, para o Chefe de Estado e para o Executivo, através do Ministério da Justiça, disse à Lusa o presidente da Associação de Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios (AFVTE-R), Horácio Moreira

"Nas cartas, vamos denunciar a situação e pedir a isenção de custas", referiu o dirigente.

Horácio Moreira revelou que a responsabilidade pelas custas foi distribuída por cerca de 200 familiares das vítimas, que se constituíram partes no processo de responsabilização criminal pela queda da ponte.

Adiantou que só no seu caso pessoal, as custas importam em cerca de 1.900 euros e sustentou que a imputação desta despesa aos familiares é um acto "inconcebível e desumano".

"Não só não vimos feita justiça, como fomos os únicos condenados no processo", observou o dirigente associativo, acrescentando que "o sentimento profundo existente em Castelo de Paiva é o de que os únicos condenados são os familiares e as pessoas que passaram no local errado à hora errada".

"Num estado dito de Direito, é inconcebível que o ónus da queda da ponte recaia unicamente nas vítimas e suas famílias. Neste caso, a justiça não funcionou", frisou Horácio Moreira.

A antiga Ponte Hintze Ribeiro caiu a 04 de Março de 2001, provocando a morte de 59 pessoas, que seguiam a bordo de um autocarro e dois veículos particulares.

Mais de cinco anos depois, em Outubro de 2006, o Tribunal de Castelo de Paiva determinou a absolvição de quatro engenheiros da ex-Junta Autónoma de Estradas e de outros dois de uma empresa projectista, que o Ministério Público responsabilizava pela queda daquela travessia sobre o Douro.

Os seis técnicos estavam acusados dos crimes de negligência e violação das regras técnicas, mas o tribunal entendeu que na altura das inspecções realizadas pela ex-Junta Autónoma de Estradas (JAE) à ponte não havia ainda regras técnicas que enquadrassem a actuação dos peritos.

"Facilmente se conclui que os arguidos não praticaram os crimes de que vinham acusados, impondo-se a sua absolvição", sentenciou o colectivo de juízes.

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Comentários
28 Comentários

 
 
     
 
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16.04.2009
12:37
Portugal
capitão relâmpago, se me permitem assino consigo o seu comentário, pois traz-me à lembrança pormenores que o tempo tinha adormecido. As custas deveriam ser suportadas pelo nosso estado-criminoso. Não quiseram reparar a ponte a tempo, não havia verba para tal e muito menos para fazer outra e logo após o desastre apareceram três novas pontes. E esta heim? Não é uma confissão de culpa?

 
 
 
16.04.2009
08:56
France
Quantas pessoas pedem graças a Deus sem as conseguirem obter (...) O pedir é gratuito!

 
 
 
15.04.2009
23:44
Portugal - Aveiro
Mais uma situação lamentavel da justiça Portuguesa em relação ao veredicto do julgamento, os pequenos são sempre os prejudicados. Eu vou votar.. EM BRANCO! "Anarchy"

 
 
 
15.04.2009
23:02
Portugal - Aveiro
NÃO PAGUEM. Não foi culpa dos governantes, de não intervirem que a ponte caiu? Quando é que estes Srs. foram responsabilizados? Vivemos num país podre, de políticos. Há 1ª. bronca Demitem-se. TENHAM VERGONHA e deixem o povo em paz.

 
 
 
15.04.2009
22:40
Portugal - Porto
mais dia menos dia la vamos ter que fazer uma revoluçao mas esta sim os pobres contra os poderosos.ainda dizem que os ricos sao generossos , para os bolsos deles (como se costuma dizer que DEUS os ajude.aos ricos)

 
 
 
15.04.2009
22:20
Portugal - Viana do Castelo
justiça a portuguesa e uma vergonha comecem a avaliar os chefes da justica !!! tambem acho uma boa ideia porque vese coisas bastante estranhas como num caso destes nao aver culpados !!!!! pobre gente e de lamentar ver justiça assim num pais como portugal (fasnos falta mais apoio e meios as forcas policiais e melhorar a rapides e eficaçia nos tribunais vamos a acabar com a racanha!

 
 
 
15.04.2009
20:52
Portugal - Faro
Haja alguém que tenha a coragem de pôr cobro a este tipo de injustiças. Que culpa tiveram os familiares dos que morreram? Que culpa tiveram tiveram os que lá ficaram? E agora, se não há "culpados", então façam com Salomão.

 
 
 
15.04.2009
20:45
Portugal - Aveiro
As injustiças continuam! A Justiça devia debitar ao ex-ministro Jorge Coelho, principal responsável pela queda da ponte de Castelo de Paiva, que instaurou processos judiciais contra populares que pretendiam impedir a passagem de carros na ponte e o ministro chamou a GNR para identificar e processar esses valorosos homens. Pouco depois... o descalabro, a ponte ruiu e o ministro "lava as mãos" e sacode o capote e vai embora!!! Só em Portugal, país de brandos costumes, lamentavelmente.

 
 
 
15.04.2009
19:53
Portugal - Leiria
É impressionante a justiça neste país. Não havia regras técnicas, por isso foram absolvidos. Se verificámos, na televisão, que a base do pilar estava a ficar sem apoio, serão necessárias regras técnicas para constactar que o perigo de derrocada estava iminente, mesmo sem regras técnicas? Que pouca vergonha meus senhores.

 
 
 
15.04.2009
19:48
Spain
os politicos fazem a m.... e os pobres pagam. é o pais qu temos infelizmente.greve geral aos votos

 
 
 
15.04.2009
19:43
Portugal - Porto
Srº India. A decisão do tribunal foi justa, no estrito sentido em que o Tribunal é uma instituição de justiça. Pode não ter sido Verdadeira.Mas isso é outro assunto e a função do Tribunal é fazer justiça e não procurar a verdade.Quem perde paga as custas.Os familiares das vítimas perderam? Pelos vistos...

 
 
 
15.04.2009
19:13
United Kingdom
Perdoem...mas eu neste momento, por estas razoes, SINTO VERGONHA da NOSSA JUSTICA. Eu vi na televisao o estado em que estava a ponte submersa (podre). Todo o Portugal viu...todos sabemos -em consciencia- de que foi a culpa da queda e agora teem a "lata" de pedir contas as familias das vitimas? JM-London/UK

 
 
 
15.04.2009
19:05
Portugal - Porto
Nestes casos especiais deveria haver tratamento especial.A justiça decidiu ( não foi o governo)e isso teve consequências.Quer as pessoas quando levantaram o processo quer os juízes que decidiram por determinada sentença, sabiam disso...

 
 
 
15.04.2009
18:59
Portugal - Lisboa
Têm é de ir pedi-lo a quem o tem na altura houve aí uns artistas de muito mau gosto que foram para a comunicação social dizer que não distribuíam mais dinheiro pois as pessoas já tinham o suficiente e que ficavam com o restante para outras situações e para quem está esquecido é ver os jornais da altura sabem aquelas pessoas que andam por aí a pregoar a fé e a moral e depois é o que se vê e mais nã

 
 
 
15.04.2009
18:52
Portugal - Lisboa
Sim eu acho que as custas devam ser pagas por quem de direito neste caso quem é que perdeu o processo foram as pessoas que perderam também os familiares. Mas também em relação ao dinheiro para pagar essas custas não há problema algum ele existe.

 
 
 
15.04.2009
18:40
Portugal - Lisboa
E, esse senhor que deu milhões de prejuizo no tunel do Marquês, à conta da providencia cautelar por ele entreposta, ninguem lhe pede nada? Se calhar em Portugal só se pagam os processos dignos de justiça.

 
 
 
15.04.2009
18:25
Portugal - Porto
Quem era o ministro da tutela na altura? Quem se demitiu,por achar que não tinha condições politicas de continuar? Quem encontrou excelentes condições económicas,no sector privado,para aceitar um projecto novo nesta legislatura? Porque é que lhe foram dadas essas condições? Porque é que as familias em luto perderam a acção? Porquê? Porque estamos em Portugal,país,onde a justiça não mora...

 
 
 
15.04.2009
18:21
Portugal - Porto
Se no ESTADO existisse o sentido da RESPONSABILIDADE (e um pingo de vergonha) não se chegaria a esta situação vergonhosa.

 
 
 
15.04.2009
18:13
Portugal - Porto
Meus Srs, vamos ser sérios uma vez na vida. Estas pessoas merecem respeito pelo luto dos seus familiares, por isso respeito.

 
 
 
15.04.2009
18:13
Portugal - Porto
Face ao texto que se lê, diremos: - Só ignorando como se Executa da Lei de Deus, se pode dizer: "...Vítimas da Trajédia de Entre-os-Rios..." - Depois, terem as famílias recorrido ao Direito terreno, exigindo responsabilidades e algum pecúnio, quando isso caberia ao próprio Estado. - Finalmente, provado fica que todos perderem, excepto quem desencarnou, por terem terminado sua Missão.

 
 
 
15.04.2009
17:55
Portugal
jsutiça à portuguesa! Afinal pagamos impostos para quê?! Para sustentar a corja desgovernativa, deputados, gestores e directores públicos com ordenadões escandalosamente faroónicos, como os da Galp, que só recebem 48 mil euros por mês?! É por isso que o cidadão no fundo vê negado um direito fundamental, o Direito à justiça!

 
 
 
15.04.2009
17:22
Portugal - Lisboa
Surreal, independentemente da Dura Lex Sed Lext.

 
 
 
15.04.2009
17:18
United Kingdom
Vamos entender uma coisa e a justica que esta a pedir o pagamento das custas de um processo (ate aqui nao e fora do normal qualquer cidadao que comece um processo em tribunal e nao sai vitorioso paga as custas) nao tem nada haver com o estado. O problema aqui e o processo que se trata. Todos sabemos que nao foi justa a conclusao do tribunal (morreram pessoas inocentes e nao houve ninguem responsab

 
 
 
15.04.2009
16:46
Portugal
Que falta de vergonha neste País!!!... São todos iguais!

 
 
 
15.04.2009
16:44
Portugal - Porto
a lei do acesso ao direito é do conhecimento´público daí não se percebe a razão de somente agora virem solicitar a ISENÇÃO. porque que razão não o fizeram em tempo adequado? Assim se existir qualquer isenção agora tal acto é ILEGAL. DURA LEX SED LEXC

 
 
 
15.04.2009
16:40
Portugal - Porto
Isto é o que se chama de JUSTIÇA DE LUXO. Estamos todos de parabéns.

 
 
 
15.04.2009
16:33
Portugal - Porto
Realmente...só falta dizer que a ponte tinha um cartaz escrito:"Em caso de queda não nos responsabilizamos.Assina :Estado Português"....

 
 
 
15.04.2009
16:16
Portugal - Porto
É preciso "recolher" a qualquer custo e de preferência junto dos que menos possibilidades têm para se defenderem, a massa necessária para o aeroporto e o TGV. Gozar e escarnecer dos cidadãos e desrespeitar a sua dor, é imagem de marca.

 
 
 


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