Passos Coelho recusa estender passadeira a Marcelo Rebelo de Sousa
Apoiantes do comentador acreditam que podem criar uma vaga que desmobilize adversários
ISABEL TEIXEIRA DA MOTA
| foto Joana Bourgard/JN |
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Passos Coelho não vai desistir da candidatura à liderança do PSD. Deixando Marcelo Rebelo de Sousa sem resposta, remete-se agora ao silêncio e coloca-se acima do "folhetim" no PSD. A guerra de nomes vai continuar.
No programa "As Escolhas de Marcelo", anteontem, na RTP 1, o comentador não conseguiu acalmar a "guerra de nomes" no PSD ao evitar dizer claramente se está dentro ou fora da corrida à liderança do partido.
Procurou pôr-se de acima da disputa com o argumento de que o PSD está sem projecto e dividido em facções . Não disse "nunca", mas impôs como condição a "unidade", quase sugerindo a desistência de Pedro Passos Coelho.
Passos, sendo o único candidato assumido a líder dos sociais-democratas, resiste à tentação de responder a Marcelo e mantém a candidatura. "Não me vou pronunciar sobre este folhetim. Não sinto motivação nenhuma para falar da vida interna do meu partido", disse ao JN.
Já os que defenderam publicamente o nome de Marcelo acreditam que nada está perdido. Ao JN, o deputado José Matos Correia declarou que Marcelo é "o candidato ideal para ultrapassar a lógica de facção. A única maneira de pôr fim às divisões internas" por ter "prestígio e capacidade política demonstrada". Segundo Matos Correia, amigo e apoiante de sempre de Durão Barroso, basta que "pessoas de várias sensibilidades se congreguem numa ampla base de apoio no partido para que o professor tenha condições".
O presidente do Instituto Sá Carneiro, Alexandre Relvas, outro dos que lançou o nome de Marcelo, disse ao JN não ter encontrado "novidade alguma" nas declarações de domingo passado do professor. "Não há comentário a fazer porque não há novidade nenhuma", afirmou.
Por seu lado, o recém eleito presidente da câmara de Faro, Macário Correia, que também defendeu a candidatura de Marcelo, não interpretou a tomada de posição do comentador como uma recusa peremptória, considerando tratar-se antes de um apelo para que se reuna um consenso em torno do seu nome como candidato. "Há uma porta aberta, mas é preciso que haja consenso e não conflito", disse o novo presidente da Câmara Municipal de Faro, à agência Lusa.
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