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BE: Não há "coligação negativa da oposição"

Deputado do BE Luís Fazenda rejeitou que exista uma "coligação negativa da oposição" para suspender o sistema de avaliação de professores, lembrando que o Parlamento "pode assumir capacidade legislativa em relação ao sector da Educação".

Discursando no Parlamento, durante o segundo dia de debate do Programa do Governo, Luís Fazenda considerou que as palavras do primeiro-ministro, José Sócrates, de que "não pode haver ajustes de contas" é uma "forma mesquinha de ver o debate político" e de não reconhecimento de "centralidade do Parlamento".

"Será isto uma coligação negativa? Não, isto é nem mais nem menos que o normal funcionamento das instituições democráticas", advogou, recomendando a José Sócrates uma "reconciliação com a Constituição da República".

Luís Fazenda criticou a forma como o executivo socialista se apresentou no debate do Programa do Governo, considerando que foi "um mau começo".

"O Governo não é de maioria absoluta, não, não é, mas é quase, é um Governo minoritário absoluto, é qualquer coisa assim", declarou, com ironia.

Jogando com as palavras do antigo primeiro-ministro socialista António Guterres, que num dos seus governos de maioria relativa disse que preferiria a espada à parede se a oposição o colocasse nessa situação, Fazenda acusou Sócrates de querer pôr os partidos "entre a espada e a parede".

O deputado do BE alertou ainda que o seu partido manterá "toda a independência política" nesta legislatura e que seguirá "proposta a proposta, o mérito, a intencionalidade de cada lei" do Governo.

Em relação à corrupção, Luís Fazenda defendeu que o Governo tem de "armar a República e armar as instituições democráticas" com leis que "criminalizem o enriquecimento ilícito".

"É isto que se espera de um Governo democrático que quer verdadeiramente combater a corrupção", disse.

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Comentários
3 Comentários

 
 
     
 
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07.11.2009
12:59
United Arab Emirates
Desde quando a extrema-esquerda é democratica ?

 
 
 
06.11.2009
16:01
Brazil
Nesta questão da educação, quem está na oposição desde o início da "reforma" é o PS. Sempre esteve sózinho mas, como tinha a maioria, estava-se nas tintas para o resto. Agora, que o povo lhe retirou a maioria, o PS está a perder a postura e acusa os outros de "oposição negativa" quando toda a negatividade do processo é da sua exclusiva responsabilidade. Esperemos que a oposição cumpra o seu dever.

 
 
 
06.11.2009
13:42
Portugal
Quando um partido como o BE, numa sessão da Ass.da República para discutir um programa de governo, limita as suas intervenções na defesa dos interesses dos professores e na questão circunstancial das taxas sobre pagamentos através do Multibanco, é um sintoma claro de pobreza de ideias,de profundidade e de estudo dos verdadeiros problemas do país. É um partido de gente imatura que só diz coisas...

 
 
 


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