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Governo ataca PSD e responde a Cavaco Silva

Parlamento investiu o Executivo no final do debate, noqual o PS ameaçou Oposição com eleições antecipadas

ANA PAULA CORREIA

No final do debate do programa do Governo, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros considerou "um erro" fazer do endividamento externo uma prioridade. Luís Amado dirigiu-se ao PSD mas o destinatário foi Cavaco.

As preocupações do presidente da República em relação ao endividamento externo são públicas e reiteradas. A tal ponto que foram centrais no discurso de posse do Governo. Sócrates nunca respondeu directamente a Cavaco Silva, mas ontem, o nº2 da hierarquia do Executivo, Luís Amado, foi claro: "O aumento do défice público e da dívida externa é preocupante, mas seria um erro transformar a redução numa prioridade, porque a solução está no crescimento económico, na criação de emprego e do incremento das exportações". Por isso, disse, dirigindo-se para o PSD, "é preciso investir" e não parar.

A bancada social-democrata, que acusou de ser agora "mais neoliberal" e de não ter um rumo devido à inconstância das lideranças do partido, foi o alvo central escolhido pelo ministro para atacar a Oposição. Para a Esquerda, limitou-se a considerar que BE e PCP são "arrogantes". Pelo contrário, disse que a Direita tem "especiais obrigações" de contribuir para estabilidade governativa. Lamentou que o diálogo não tivesse sido possível antes da formação do Governo. Agora, disse, "os dados estão lançados" e o "sentido de responsabilidade dos partidos será posto à prova, lei a lei".

Em linha com o tom genérico dos dois dias de debate, toda a Oposição, que acusou Sócrates de simular o diálogo, rejeitou responsabilidade numa eventual instabilidade governativa, um papão que começou a ser encenado pelo PS. (ler caixa).

José Pedro Aguiar-Branco, líder parlamentar do PSD, disse e repetiu no seu discurso de ontem que "a maioria absoluta é do Parlamento" e que , por isso, Sócrates "tem de saber ouvir".

Pelo CDS-PP o fecho do debate coube a Telmo Correia, que, em síntese, avisou que o Governo "não tem nem pode ter estado de graça". Mas na linha de lançamento de pontes para acordos futuros expressa no dia anterior por Portas, prometeu "benefício da dúvida para os próximos debates".

O tom da Esquerda foi dado pelo ex-líder da bancada bloquista, Luís Fazenda, ao avisar que o BE "não é uma carruagem de um pendular que anda entre a Esquerda e Direita". O comunista Francisco Lopes rejeitou a "autêntica chantagem do fantasma de uma futura maioria absoluta". A mensagem dos Verdes foi deixada por José Luís Ferreira ao denunciar a "longa distância entre o dito e o que se pratica".

No final do debate, investido o Governo sem moções de rejeição ou de confiança, o presidente da Parlamento, Jaime Gama, não resistiu a deixar o recado: "Esta Assembleia estará necessariamente empenhada nos consensos".

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Comentários
11 Comentários

 
 
     
 
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07.11.2009
22:41
Portugal - Porto
Este princípio da nova temporada está-me a fazer lembrar um governo de iniciativa presidencial no tempo de Eanes em que o 1º Ministro escolhido foi Nobre da Costa. Com todas as palavras, Nobre da Costa chamou autêntica perda de tempo e de dinheiro os debates para apresentação de programa de governo, pois apesar das atuardas, já todos sabiam, antecipadamente, o que iriam fazer. Não mudou nada!

 
 
 
07.11.2009
22:19
Portugal - Porto
CAMBADA DE ENGANADORES,SO SABEM CRITICAR UNS AOS OUTROS,SEMPRE FORAM ASSIM OS POLITICOS TUGAS,MEDIOCRES SEM AMBICOES E PREOCUPACAO COM O POVO,DESILUSAO DE PAÍS K NAO VAI A LADO NENNHUM ENKUANTO NAO MUDAR KUASE TUDO,A CONMECAR PELAS LEIS E GOVERNO K TEMOS E CLARO ORDENADOS K SOMOS OS PIORES DA EUROPA,TRISTEZA,TUDO PA RUA MAS E FAZER BARULHO K JA XEGA DE EXPLORACAO,VIVA PORTUGAL

 
 
 
07.11.2009
19:49
France
2,Previligeados dos governos càmaras,grandes salàrios,roubos desvios de dinheiros,corrupção,para o trabalhador nada mudou,mas para pior,salàrios baixos,reformas misaràveis,e estão na Assembleia com leis feitas por mentecapos isentos de seriedade..."

 
 
 
07.11.2009
19:41
France
Quando no inicio de qualquer legislatura,os governos começam a ser confrontados com algumas criticas,mas eu digo é que Portugal esta melhor que à 30 anos atràs,que o ensino melhorou,que o desemprego baixou,que o emprego aumentou, que o paìs esta mais seguro,que as reformas realizadas levaram o paìs ao paraìso da prosperidade,que a paz social é uma realidade,não sò melhorou para os ditos,con

 
 
 
07.11.2009
18:14
Brazil
A mentira tem perna curta e a boca tem tendência a fugir para a verdade. Disse o homem:..."a Direita tem "especiais obrigações" de contribuir para estabilidade governativa..." Mas então o PS não é um Partido de Esquerda? E conta com as especiais obrigações da direita? Quanta incongruência. Falemos claro! O PS é um partido de direita por isso se considera no direito de reclamar o apoio da direita.

 
 
 
07.11.2009
14:25
Portugal
Quase todos corruptos que fizeram enormes roubos ao estado/povo, estão ligados aos dois partidos que estiveram a governar Portugal. Agora os dois partidos têm arquitectado um esquema de forma a serem sempre os mais votados, porque a maior parte das pessoas que votam neles têm interesses por várias razões. Portugal só desenvolve se houver um novo 25 de Abril para voltarmos a ser um País livre.

 
 
 
07.11.2009
13:57
Portugal - Aveiro
"Governo ataca PSD"? Só mesmo para dar a ilusão que defendem coisas diferentes...

 
 
 
07.11.2009
12:52
Portugal - Coimbra
O tempo que o governo fala dos outros,devia olhar mais por eles,por mãos á obra se é que quer governar até ao fim do mandato.

 
 
 
07.11.2009
12:07
Portugal - Aveiro
É lamentável que no encerramento na apresentação do programa do governo, este em vez de defender o seu programa, desvie as atenções, fazendo um ataque cerrado ao PSD. Grave a situação política, quando os nossos políticos em vez de terem um sentido de serviço no estado, estão mais preocupados em querelas políticas, que não nos levam a lado nenhum, ou melhor enterram-nos ainda mais na lama.

 
 
 
07.11.2009
10:01
Portugal - Porto
está visto vem com as desculpas do passado não é homem para o cargo que ocupa deve deixar o cargo e ir para casa fazer tricô

 
 
 
07.11.2009
09:18
Portugal - Porto
E tendo o Parlamento a maioria absoluta não faz nada? Então para que é que serve? Para que é que os elegemos? Só para fazer barulho? Proponham soluções, apresentem e votem projectos e façam progredir Portugal em vez de andarem a discutir o sexo dos anjos.

 
 
 




 

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