PSD desafia restante oposição
O líder parlamentar do PSD, José Pedro Aguiar-Branco, enviou uma carta aos restantes líderes parlamentares convidando-os para uma reunião destinada a encontrar "uma solução" quanto à avaliação e à carreira dos professores.
Na carta enviada a cada um dos líderes parlamentares, Aguiar Branco sugere-lhes que, "no âmbito do novo contexto parlamentar", se reúnam para debater a mudança do modelo de avaliação e do estatuto da carreira docente, disse um vice-presidente da bancada social-democrata citado pela Agência Lusa.
O líder parlamentar do PSD defende, na carta, a necessidade de se chegar a "uma solução para o actual impasse e clima de instabilidade que se vive nas escolas".
A intenção de se reunir com os restantes líderes parlamentares "para que seja possível uma deliberação parlamentar" quanto à avaliação e à carreira dos professores tinha sido anunciada por Aguiar-Branco na quarta-feira.
No final de uma sessão pública sobre política educativa organizada pelo PSD, no Parlamento, Aguiar Branco apontou então quatro objectivos para essa "deliberação parlamentar". "Primeiro: que acabe com a divisão da carreira docente entre professores titulares e não titulares. Segundo: que suspenda o actual método de avaliação. Terceiro: que comece, desde já, um novo processo negocial para que em trinta dias se consiga fazer um novo método de avaliação", enunciou. "Quarto: vamos propor na Comissão de Educação permanente da Assembleia da República a criação de uma comissão de trabalho que acompanhe a nível parlamentar a implementação desse novo método", completou o líder parlamentar do PSD.
Entretanto, os deputados do PSD eleitos pelo círculo do Porto para a Assembleia da República apresentaram anteontem, ao Ministério da Economia, Inovação e Desenvolvimento um requerimento sobre a alegada discriminação da Região Norte na distribuição dos fundos do QREN, uma situação que foi noticiada pelo JN. No requerimento, os deputados do PSD eleitos pelo Porto pedem para ser informados sobre "o montante efectivo de fundos comunitários que foi ou vai ser utilizado para o pagamento de equipas de gestão sedeadas em Lisboa". "O Governo vai persistir nesta política errada de desvio de verbas das zonas mais deprimidas do país para a zona de Lisboa e Vale do Tejo?", questiona o grupo parlamentar no documento referido.
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