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Ministério vai propor calendário para negociar com professores

O Ministério da Educação vai entregar, na próxima semana, uma proposta de calendário negocial aos sindicatos de professores, tendo em vista a revisão do Estatuto da Carreira Docente e do modelo de avaliação de desempenho, revelou a Fenprof.

Em declarações aos jornalistas após uma reunião com a nova ministra da Educação, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores afirmou que Isabel Alçada reconheceu a "prioridade" da revisão daqueles dois diplomas e reiterou aos sindicatos que "todas as matérias estão em aberto".

"A ministra disse que tem urgência em identificar e alterar os constrangimentos deste Estatuto e isso significa que rapidamente teremos alterado o modelo de avaliação", afirmou Mário Nogueira.

Segundo o dirigente sindical, se as negociações terminarem durante o primeiro período, a suspensão da avaliação está "garantida" porque entrará em vigor um novo modelo, antes da entrega por parte dos professores dos objectivos individuais, que a maioria das escolas "apontou para Janeiro e Fevereiro".

"Se for um calendário prolongado, para seis meses, tem de ser decretada uma suspensão para que as escolas não iniciem estes procedimentos", explicou.

Para Mário Nogueira, não tem nenhum sentido prosseguir com o segundo ciclo avaliativo, que arrancou este ano lectivo, para daqui a três meses estar definido um "modelo diferente".

"Aquilo que os professores mais querem é a primeira coisa que vai acontecer, que é a revisão do Estatuto da carreira Docente. Nessa revisão vai estar tudo em aberto", reiterou.

Questionado se está confiante em relação ao rumo das negociações, o responsável manifestou-se "confiante nos professores".

"O apoio dos professores e a sua mobilização, nos momentos mais difíceis da revisão, vai ser determinante para os caminhos que vamos percorrer", afirmou.

A ministra da Educação reúne-se hoje, terça-feira, com todos os sindicatos do sector para discutir o processo de avaliação de desempenho e o Estatuto da Carreira Docente.

Isabel Alçada só deverá falar aos jornalistas no final dos encontros com todas as estruturas sindicais.

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Comentários
1 Comentário

 
 
     
 
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10.11.2009
15:59
Netherlands
O governo que deixe os professores trabalhar. O mais importante é proteger socialmente e economicamente as famílias que não têm $ para comprar os livros. Os livros escolares deviam ser de graça para todos (mesmo para os ricos.Na Europa é assim. O ensino obrigatório tem que ser plenamente de graça. E já agora, respeitem mais os professores. pobre país que mal trata os seus educadores. Está perdido!

 
 
 


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