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Bloco Central pode resolver avaliação dos professores

PSD retribui elogios de José Sócrates e desafia o PS a aprovar resolução social-democrata na quinta-feira

ISABEL TEIXEIRA DA MOTA

O PSD deu o pontapé de saída na sexta-feira quando deixou cair a suspensão do processo de avalição. José Sócrates elogiou a decisão no sábado e ontem, domingo, os social-democratas lançaram mais um repto para o entendimento.

A disponibilidade do PSD para deixar cair a bandeira política da suspensão da avaliação dos professores - com o argumento de que o processo negocial já está em curso, o que faz mudar de estratégia - pode esvaziar o balão da próxima discussão quinta-feira no Parlamento, mas também quebra, pela primeira vez, a unanimidade da Oposição em torno da matéria.

Depois de na sexta-feira o PSD ter entregue no Parlamento um projecto de resolução no qual a suspensão já não é referida, sábado foi a vez do primeiro-ministro expressar a abertura do Governo: "É um acto de responsabilidade que nos dá prazer registar. Essas posições podem agora contribuir para que a senhora ministra possa ter êxito na negociação com os sindicatos, na negociação de um novo ciclo de avaliação".

Assim, caso o PS vote favoravelmente o projecto de resolução social-democrata, o PSD obterá um ganho político por ter desviado a discussão do ponto em que estava - a suspensão no Parlamento - para a posição negocial entre Governo e sindicatos. "A suspensão fazia sentido há uns meses, quando não havia negociações. A partir do momento em que o Governo e os sindicatos se sentaram à mesa tudo muda", sublinha Pedro Duarte.

Falando ao JN, o vice-presidente do grupo parlamentar social-democrata sublinha que, no ponto em que já vai o processo, a resolução do PSD "faz mais sentido porque pede a revogação pura e simples do modelo em 30 dias e a sua substituição por outro", além de recomendar "o fim da divisão artificial da carreira docente".

O PSD pede ainda na sua iniciatica legislativa garantias de que "os professores que não entregaram os objectivos individuais não sejam prejudicados" - matéria que a ministra da Educação e os sindicatos estão a tentar resolver.

Do lado PS, a abertura negocial parece ser o tom. "Um ponto de entendimento muito alargado é que a avaliação é importante. Partindo deste patamar comum vamos chegar a um modelo que sirva a todos, disse ao JN a deputada Paula Barros, da comissão de Educação. Ainda assim, resta a expectativa sobre se o PS aprova a resolução do PSD, designadamente no que diz respeito ao fim da divisão da carreira docente.

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Comentários
18 Comentários

 
 
     
 
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17.11.2009
22:09
Portugal - Porto
Nem todo o dinheiro do mundo acabaria com o analfabetismo em Portugal, visto que os problemas de fundo são são uma desigualdade para muitos e um problema menor para 180 mil. concluo

 
 
 
17.11.2009
21:58
Portugal
Nem todo o dinheiro do mundo acabaria com o analfabetismo em Portugal, visto que os problemas de fundo são são uma desigualdade para muitos e um problema menor para 180 mil. concluo

 
 
 
17.11.2009
21:51
Portugal
post-scriptum: é para os senhores professores verem que a qualidade do ensino é determinado pelo povo e não por tiques de classe alta nem pelas FASES e muito menos pelos esbanjes. O sr Cavaco Silva é que vos elucidou com regalias e passados uns anos foi eleito Presidente da Republica é para a sociedade perceber que quem o povo deve temer já se encontra "lá".

 
 
 
17.11.2009
21:39
Portugal
426€

 
 
 
17.11.2009
20:28
Portugal
Entretanto, e para dar por concluido o tema, gostaria que me elucidasse sobre a quantia "comum" pelo qual os professores deviam ser remunerados. Números, quero números,; só assim poiso saber se devo temer pelo dia que o Joel Neto chegar ao governo. Estou sempre à espera que venha alguém pior que estes pê esses bem vestidos. E eu até achava o Bagão Felix uma aberração.

 
 
 
17.11.2009
19:55
Portugal
Joel Neto, com o devido respeito, o sr escreve de uma forma tão confusa qué é deficil entender. Sim, tenho medo de perder o vencimento, pois é com ele que vivo. Ou o senhor é rico e não necessita de trabalhar. Sorte a sua. Eu trabalho e sou remunerado por isso. Simples. Quanto a Cuba, bom meu caro comentador, não me faça rir. Pergunte aos cubanos o que acham sobre o seu salário "comum".

 
 
 
17.11.2009
18:01
Portugal
Em 1961, 2anos depois da revolução realizou-se uma campanha nacional para alfabetizar a população e Cuba torna-se o primeiro país do mundo a erradicar o analfabetismo. Consta que 99.8% da população cubana, acima de 15 anos, sabe ler e escrever. Os professores cubanos ensinam por vocação não pelo salário, que como toda a gente sabe é "comum".

 
 
 
17.11.2009
17:46
Portugal
Tenha calma profenxofre já está inseguro em relação ao vencimento? o que me parece é que ja nao sabe distinguir o salário de ensinar? Referia-me aos dois, "salário mínimo" e "uma quantia igual para todos os professores" ou um trabalhador comum recebe mais conforme o tempo que trabalha? só se recebe mais uma dor-de-cabeça pelo facto de a fábrica que ele trabalhou ao longo de toda a vida fechar.

 
 
 
17.11.2009
10:19
Portugal - Porto
Esperar para ver,é a minha opinião,porque "mudam-se os tempos,mudam-se as vontades",o fim da avaliação deixou de dar votos e o PSD caiu na real,daí "não há nada pra ninguém"têm mesmo que gramar com a avaliação!Também gostava de saber o que é um"ordenado chorudo" e um "salário comum" embora seja fácil saber que os "professores portugueses"são na Europa dos 27 os que melhor ganham !!!

 
 
 
16.11.2009
21:36
Portugal
O Joel Neto entende por salário comum exactamente o quê? Salário mínimo? Ou uma quantia igual para todos os professores? Elucide-nos. Nós, os ignorantes, agradecemos. Já agora, diga-me se nós, míseráveis profissionais, podemos também deixar de descontar para pagar os salários e rendimentos de inserção social dos outros. É que todos os meses fico lixado com o que me gamam no vencimento.

 
 
 
16.11.2009
21:31
Portugal
O Jacinto Otário entende por chorudo ordenado que quantia? Deve estar a confundir com os professores do UK! Get real man!

 
 
 
16.11.2009
19:35
Portugal - Faro
Gostava tb de saber como é possível os contratados poderem ver renovados os contratos por 4 anos e os restantes professores verem-se obrigados a permanecer a longos km de distância dos seus sem alternativa. Ñ s vê igualdade de critérios, quero saber s os professores vão aceitar perder o cargo de titulares e os novos directores k passaram a ganhar mto mais perderem os seus ricos poleiros.

 
 
 
16.11.2009
19:31
Portugal - Faro
Pensava k o governo e sindicatos já se haviam sentado ao longo do último mandato nunca tendo chegado a acordo. Acredito que a avaliação faz falta, no entanto muito há a rever. Mais importante que isso é o facto de se manter a instabilidade na carreira, a divisão da classe e a falta de rigor. Acho curioso ver a ministra falar em metas de aprendizagem por ano e ao mm tempo ñ prever a retenção...

 
 
 
16.11.2009
19:19
Portugal
A minha opinião é que A CLASSE DOCENTE DEVE SER REMETIDA A SALÁRIO COMUM, e que acho que vocês levaram pouco na cabeça !! Vós esquecem-se que o vosso salário é uma 'vergonha nacional', são a classe docente mais bem paga, e Portugal dos países que mais ‘torra dinheiro’ na Educação (FASES - reforma Cavaco Silva) e dos que pior resultados tem na UE.

 
 
 
16.11.2009
13:16
Portugal - Porto
Uma tourada...

 
 
 
16.11.2009
10:55
United Kingdom
Mas entao ainda nao compreenderam que o BE resolve mesmo o problema? Facilmente... e so deixar implantar o anarquismo de que tanto gostam e o Ministerio nao sera mais do que um verbo de encher. Entao o "professor"-chefe Mario, anarquicamente sera Ministro da Confusao, com ordenado chorudo -pois claro- e sem avaliacao. JamCintOtario/UK

 
 
 
16.11.2009
10:52
Netherlands
Segundo percebi se o modelo da avaliação termina já em dezembro não fazia sentido a suspensão. Mas a antiga Ministra queria manter o dito modelo até 2011, só que já foi ao ar. Portanto, estão abertas as negociações para os professores, os sindicatos e os partidos. Uma coisa é certa, os alunos escola portuguesa não têm disciplina, passam sem saber nada, uma vergonha!

 
 
 
16.11.2009
10:15
Portugal - Lisboa
Pelo menos trocaram as voltas ao funcionário do PCP/CGTP Nogueira, que queria mandar no Ministério da Educação. Até muitos professores estão fartos dele.

 
 
 


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