O presidente do Conselho de Administração da PT, Henrique Granadeiro, revevlou, hoje, terça-feira, perante os deputados da comissão de Ética, que se demitiu de presidente da Lusomundo na sequência de pressões de Morais Sarmento para demitir três directores de títulos que o grupo detinha, José Leite Pereira, do JN, Pedro Tadeu, do 24 horas, e de Joaquim Vieira, da Grande Reportagem.
"Houve um momento que culminou com a imposição para demitir José Leite Pereira (JN), Pedro Tadeu (24 horas) e Joaquim Vieira (Grande Reportagem). Tinham de ser sacrificados e eu demiti-me, como é sabido", disse.
Morais Sarmento tinha o pelouro da comunicação social no Governo liderado por Durão Barroso. Na sequência das declarações de Henrique Granadeiro, o PS anunciou que vai requerer a audição do antigo ministro.
Pressões para negócio da TVI não existiram
Granadeiro garantiu ainda que só informou o primeiro-ministro da intenção de negócio de compra da empresa proprietária da TVI, na noite de 25 de Junho, depois de já ter sido decidido abortá-lo.
E quanto a eventuais pressões, Granadeiro disse “nunca antes o primeiro-ministro ou alguém por ele me sugeriru a compra ou não da Media Capital”.
“Não tive pressões para comprar, mas houve pressões para que não comprasse”, assumiu o gestor, que esclareceu ter sido informado das negociações para o negócio no dia 21 por Zeinal Bava, presidente do conselho executivo da PT.
E adiantou que nessa ocasião se manifestou contrário à compra da TVI, por considerar “que ninguém acreditaria que não fosse um frete ao primeiro-ministro”.