Os candidatos à liderança do PSD garantem que, se forem eleitos, estão prontos para assumir as rédeas do país se for caso disso.
Pedro Passos Coelho avisa mesmo que, no dia em que entender que as condições de governação do actual Executivo se extinguiram, exigirá eleições antecipadas. "É bom que os portugueses saibam que, enquanto eu for presidente do PSD, não contarão com o PSD para fazer arranjos de governo no actual quadro parlamentar". E, aí, diz estar "confortável e confiante com o programa e as equipas" que agregou em torno da sua candidatura para chegar ao Governo mais cedo do que o previsto.
Paulo Rangel abordou anteontem o mesmo tema, assegurando que, "resolvida" a eleição interna (a 26 de Março), o partido tem "todas as condições para se afirmar como alternativa ao PS e para ser governo". O candidato jantava com militantes de Évora, a quem reforçou o objectivo primordial do seu programa: aliviar o peso da dívida do Estado e das famílias, para criar uma classe média forte. Prioridade que Passos Coelho já considerou ser importante, mas não "o primeiro desígnio".
A corrida à liderança do PSD começa entretanto a ganhar rostos. Passos Coelho fez ontem saber ontem que os líderes das distritais de Lisboa e Porto, Carlos Carreiras e Marco António Costa, integram a comissão de honra da sua candidatura, órgão a que pertencem, ainda, nomes como Hermínio Martinho, Paula Teixeira da Cruz e Pedro Pais de Vasconcelos.
Do seu lado, o terceiro candidato, José Pedro Aguiar-Branco, anunciou Diogo Vasconcelos como mandatário nacional. Director da Cisco Systems, presidente da Associação para o Desenvolvimento das Comunicações e ex-consultor de Cavaco para a sociedade do conhecimento foi descrito como uma pessoa incontornável na área da inovação, que é uma das pedras de toque do programa de Aguiar-Branco.