O conselho de administração do Instituto Francisco Sá Carneiro (IFSC) decidiu apresentar a sua demissão para dar "total liberdade à próxima direcção do PSD para escolher a sua equipa", disse Alexandre Relvas.
"Informámos na semana passada o conselho geral do instituto de que iríamos apresentar a demissão, informando também a doutora Manuela Ferreira Leite. O pedido de demissão vai ser formalizado esta semana", adiantou à agência Lusa o presidente do IFSC.
O conselho geral do IFSC é presidido por Francisco Pinto Balsemão.
Além de Alexandre Relvas, fazem parte do conselho de administração do IFSC António Nogueira Leite e Carlos Coelho, na qualidade de vice-presidentes, e Diogo Vasconcelos, Fernando Guerra, Graça Proença de Carvalho, Joaquim Biancard Cruz e Jorge Maria Bleck, como vogais.
Através de um comunicado a que a agência Lusa teve acesso, Alexandre Relvas anunciou que o conselho de administração do IFSC decidiu apresentar a sua demissão "junto do órgão competente do instituto, comprometendo-se, não obstante, a assegurar, nos termos da lei, os destinos do IFSC até que seja eleito pelo órgão competente do instituto um novo conselho de administração".
Esta decisão foi tomada "com total independência relativamente a quem venha a assumir-se como presidente do PSD em consequência do processo eleitoral em curso", refere o comunicado.
"O conselho de administração do IFSC, ciente da independência do instituto mas não menos ciente de que a sua missão não deixa de estar ligada por uma essencial relação de confiança por parte de quem conduz os destinos do PSD, entende ser seu dever não condicionar, de que modo seja, a visão que a próxima direção do PSD venha a ter sobre o instituto e o seu papel para o desenvolvimento do ideário de Sá Carneiro e da social-democracia em Portugal", fundamenta Alexandre Relvas.
Alexandre Relvas disse fazer "um balanço positivo" dos dois anos em que esteve à frente do IFSC "pela abertura que a atividade do instituto teve à sociedade civil", por ter sido "possível criar uma plataforma política que é hoje a principal plataforma de discussão e análise política em Portugal" e pela "qualidade de alguns trabalhos realizados, nomeadamente nas áreas da economia, da saúde, da educação, da pobreza, que passaram a ser referências de pensamento".