O líder do CDS-PP, Paulo Portas, exigiu que o Governo explique onde está o prometido acordo-quadro com as misericórdias para diminuir as listas de espera das cirurgias.
À margem de uma visita a uma fábrica de patês e conservas de sardinha em Olhão, no Algarve, Paulo Portas prometeu levar à Comissão Permanente – que se reúne extraordinariamente durante as férias do Parlamento – a questão do acordo-quadro entre o Governo e as misericórdias, um compromisso que o Governo assumiu até 30 de Maio, mas que ainda não celebrou.
“Por que é que o Governo português acha que é melhor gastar no rendimento mínimo do que investir na relação com as misericórdias, que chegam a quem é pobre e que lhe podem fazer em 13 hospitais mais operações, mais depressa a mais doentes, reduzindo as listas das esperas?”, questionou Paulo Portas.
Portas recordou que, durante as negociações do OE, o “CDS propôs e o Governo comprometeu-se publicamente a fazer um acordo-quadro com as misericórdias até 30 de Maio que permitia, nas nossas contas, fazer mais 40 mil cirurgias”.
O acordo ainda não foi celebrado e “passou Maio, passou Junho, passou Julho”, lamentou o líder do CDS-PP.