O PSD considera "grave", "errado", embora "não surpreendente", a intenção do Governo de acabar com os chumbos no Ensino e avisa que envidará esforços em sede parlamentar para impedir a medida de avançar.
O partido considera a Educação um tema "demasiado sério para ir de férias" e considerou que o primeiro-ministro deve ainda hoje "recuar" e dar explicações ao país.
Em conferência de Imprensa, marcada para comentar a entrevista da ministra Isabel Alçada ao jornal Expresso, o vice presidente do PSD Jorge Moreira da Silva considera que a intenção da governante é "errada" e capaz de "basear o processo de aprendizagem no facilitismo".
Para o PSD, a medida "prejudica os alunos em especial num contexto de crise muito séria que Portugal atravessa e em que os alunos têm de ter mais do que nunca competências.
Segundo Jorge Moreia da Silva, o anúncio não surpreende pois segue "o padrão deste Governo" em que "os ministros mudam, mas mantém-se o sinal de facilitismo".
O social-democrata afirmou ainda que esta "ideia da escola romântica" é "tudo menos moderna", lembrando, a esse propósito, a época da "escola fácil e divertida" que se seguiu a 1974 com as "passagens administrativas".
O argumento de outros países europeus também não terem chumbos não é "válido", pois "não faz sentido comparar Portugal com a Finlândia ou a Dinamarca".
"Portugal tem as mais baixas competências ao nível da leitura, ciência e matemática" e o que o país precisa é de uma escola que coloque à disposição dos professores e dos alunos os melhores instrumentos de aprendizagem.
O PSD "também quer que todos os alunos tenham sucesso", mas defende que "os que não têm recebam apoios -- que não os de hoje que não são suficientes e não seguem as melhores metodologias - para só passarem depois de adquirirem competências".
"Gostávamos que todos tivessem sucesso, mas para poderem ter sucesso mais à frente é importante que possam dar um passo de cada vez e que possam passar para a fase seguinte, só depois de terem uma aprendizagem conseguida".