A Federação Nacional dos Professores defendeu hoje, sábado, uma reformulação de fundo dos programas curriculares nas escolas em vez da definição de metas de aprendizagem anunciadas pelo Ministério da Educação.
Na sexta-feira, a ministra Isabel Alçada anunciou que dez agrupamentos de escolas vão ser acompanhados durante o próximo ano lectivo na utilização de "metas de aprendizagem", um documento não obrigatório que determina de forma clara para cada ano e disciplina os conhecimentos e competências a adquirir.
"Temos que perceber melhor o que pretende o Ministério da Educação. Não temos uma posição de princípio contra a definição de metas de aprendizagem. Mas aquilo que faz falta é uma revisão curricular profunda, ainda mais com o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano", comentou o dirigente da Fenprof Mário Nogueira.
Para a Fenprof, mais de que uma medida "avulsa" é necessária uma reformulação vasta dos currículos.