"Estavam à espera e atravessaram a carrinha"
N.S.
"Nem deu tempo para fugir. Foi assustador", desabafou o condutor de uma carrinha de tabaco, após a emboscada de que foi alvo, pouco depois das 10 horas desta terça-feira, na Madalena, em Vila Nova Gaia.
Em declarações ao JN, o funcionário contou que foi interceptado por três encapuzados na Rua do Formigueiro, a cerca de 100 metros de um café de onde acabara de sair.
"Estavam à espera. Quando eu ia a circular, atravessaram a carrinha (uma Renault Kangoo) à minha frente. Saíram os três da viatura, um deles apontou-me logo uma caçadeira às pernas e obrigou-me a encostar. Em dois minutos, retiraram o tabaco", recordou a vítima, acrescentando que o gangue também pediu "dinheiro e telemóveis". O funcionário não foi agredido, até porque nem ofereceu resistência.
Os assaltantes apoderaram-se de oito caixas de tabaco, cujo valor rondará os 20 mil euros, e de 3000 euros em moedas, que carregaram de imediato para a Renault Kangoo. Fugiram sem deixar rasto.
António Raposo, dono da empresa lesada, era o rosto do desespero. "Já vão onze! Dois este ano e nove em 2008!", lamentou, referindo-se ao número de roubos de que os seus empregados já foram vítimas. O panorama é de tal forma negro que o empresário pondera fechar a firma, que emprega oito funcionários. "No ano passado, tive 45 mil contos (225 mil euros) de prejuízo. Não tenho capacidade financeira para isto", sublinhou, criticando a "brandura das leis". "Os ladrões sentem-se impunes", afirmou.
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