Padre de Boticas voltou a celebrar missa
M.L.
O padre Fernando Guerra, que foi detido no domingo por posse ilegal de armas, já celebrou, ontem, terça-feira, a missa matinal na paróquia de Covas de Barroso, em Boticas.
No altar, o pároco não terá feito qualquer referência ao facto de ter sido detido pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Chaves na sacristia da igreja de Covas, e de lhe terem sido apreendidas, em casa, seis armas.
Apesar de várias tentativas, o JN não conseguiu durante todo dia chegar à fala com o pároco, que nunca atendeu o telemóvel. No entanto, em declarações à RTP, Fernando Guerra disse que entende não ter cometido qualquer ilegalidade.
"É certo que não dei com os documentos da arma que herdei do meu pai. Até os podia não ter, considero essa parte ilegal. Quanto às outras, uma está legal e em relação às restantes entreguei-as na PSP para registar ao abrigo da nova lei das armas, possuindo documentos", argumentou o pároco, dizendo também que tudo vai ser esclarecido.
"Eu não cometi nenhum crime", sublinhou, pretendendo que lhe sejam devolvidas as armas. "Têm que mas devolver, pelo menos essa que está legal e, depois, quando a PSP mandar os documentos, têm que devolver as outras também. A arma do meu pai tem valor estimativo", frisou.
O pároco disse ainda ter-se sentido emocionado "com o carinho demonstrado pelos populares" que aguardaram a sua saída do tribunal. Em relação à actuação da GNR, referiu que, apesar de estar a "cumprir o seu papel", sentiu que lhe faltou "discrição".
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