Jovem confessa assassínio na Casa Pia
Um rapaz detido em Janeiro, então com 17 anos, admitiu ter "espetado a faca nas costas" de um aluno da Casa Pia, durante uma rixa fatal para um jovem de 19 anos, em Dezembro passado.
O jovem detido em Janeiro por suspeita da morte de um aluno do Colégio de Pina Manique da Casa Pia, em Dezembro, confirmou hoje, terça-feira, em tribunal a autoria do crime de que é acusado pelo Ministério Público.
O julgamento de Ruben Moreno, que, à data dos factos, tinha 17 anos, acusado de homicídio e participação em rixa, e de outros 15 arguidos, acusados de participação em rixa, iniciou-se hoje, terça-feira, na 8.ª Vara Criminal do Campus da Justiça de Lisboa, no Parque das Nações.
Questionado pela juíza sobre a veracidade dos factos de que é acusado, Ruben Moreno confirmou-os, referindo ter sido ele a "espetar a faca nas costas" do aluno da Casa Pia que acabou por morrer.
Durante a audiência, o jovem referiu que levava uma arma "para intimidar" os alunos da Casa Pia que teriam agredido um amigo - também ele arguido no processo - e que "não pretendia usar a faca".
Ruben está desde Janeiro em prisão preventiva, tendo os restantes arguidos aguardado o início do julgamento em liberdade.
A 12 de Dezembro passado, o Colégio Pina Manique de Lisboa foi invadido por várias dezenas de jovens, incidente que culminou na morte de um dos alunos e com o encerramento da instituição até ao dia 05 de Janeiro.
A presidente do conselho directivo da instituição, Joaquina Madeira, explicou no dia dos incidentes que tudo aconteceu por volta das 13:00, quando um grupo de cerca de 40 jovens entrou de "forma abrupta" no Colégio, forçando os portões e dirigindo-se ao refeitório onde os alunos almoçavam.
A confusão gerou-se durante a fuga dos alunos, com um adolescente de 19 anos a ser esfaqueado no tórax num dos pátios exteriores por um elemento do grupo que provocou os desacatos.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve na madrugada seguinte um jovem por alegado envolvimento na morte do aluno da Casa Pia, que ficou em prisão preventiva após ter sido interrogado, tendo sido libertado no dia em que Ruben Moreno foi detido, mantendo, no entanto, o estatuto de arguido.
Na altura, a PJ revelou ter mais uma dezena de jovens indiciados pela morte do aluno casapiano e pelos distúrbios provocados no interior do Colégio Pina Manique.
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