Escola de condução "Douro" suspensa
Dono e instrutor da escola, acusada de envolvimento em rede de falsificação de cartas de condução, também está suspenso.
O Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT) suspendeu hoje a actividade da Escola de Condução Douro, Oliveira de Azeméis, depois de o tribunal ter proibido o seu proprietário de exercer funções nessa área de ensino.
Fonte oficial do IMTT revela que o Tribunal de Oliveira de Azeméis decidiu aplicar ao instrutor de condução Daniel Ferreira de Bastos, proprietário da referida escola, a "suspensão do exercício de funções relacionadas com o ensino da condução" devido à suspeita de envolvimento numa rede de falsificação de guias.
Na sequência da decisão do tribunal, "o IMTT deliberou a suspensão imediata da actividade da escola de condução Douro, da qual o referido instrutor é titular de alvará", acrescenta a mesma fonte.
Daniel Bastos está indiciado por corrupção, falsificação de documentos e carimbos, posse ilegal de arma e associação criminosa, sendo que as autoridades estimam que esteja envolvido na atribuição ilegal de cartas de condução a cerca de 100 pessoas.
O mesmo indivíduo já em 2005 esteve envolvido num processo semelhante, então como proprietário de uma escola de condução em Cinfães do Douro, distrito de Viseu.
Em Oliveira de Azeméis, Daniel Bastos é acusado de dirigir uma rede que, nos últimos cinco anos, terá falsificado guias de substituição de cartas de condução, adulterado documentos para a obtenção de crédito bancário e forjado apólices de seguro e selos de inspecção automóvel.
O instrutor e proprietário da Escola Douro é também acusado de incentivar a obtenção fraudulenta de cartas de condução, recorrendo para o efeito a microcâmaras que, instaladas no vestuário dos examinados, lhe permitiriam observar o questionário de teste e fornecer as respostas certas através de um auricular. O estratagema render-lhe-ia entre 1500 a 2000 euros por pessoa.
Daniel Bastos tem 64 anos e foi detido pela GNR de Oliveira de Azeméis a 21 de Outubro. Foi ouvido em tribunal no dia 29, tendo o juiz decretado que irá aguardar julgamento em prisão domiciliária.
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