Casal McCann reconhece que será preciso "ter sorte" para encontrar Madeleine, mas sublinha que o importante é não desistir.
| foto AFP |
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| Simulações de como será Maddie com seis anos |
"Há muitas crianças que foram encontradas ao fim de períodos longos", afirmou Gerry McCann, o pai da criança britânica desaparecida no Algarve em 2007, em entrevista à Agência Lusa a propósito do lançamento de um novo vídeo na Internet sobre Madeleine.
Um caso recente foi o de Jaycee Lee Dugard, encontrada nos EUA 18 anos depois de ter sido raptada. "Claro que é incrivelmente difícil ou é preciso ter sorte", admitiu Gerry McCann, que comparou a campanha e a investigação que a família tem levado a cabo sobre o desparecimento de Madeleine ao "preenchimento dos espaços vazios num puzzle".
"Mas estamos a investir muita energia para ter a certeza de que preenchemos esses espaços vazios", disse.
"Mesmo eliminar coisas é importante", disse Kate McCann, a mãe de Madeleine, quando confrontada com o facto de os detectives privados contratados pela família não terem até agora descoberto pistas substânciais sobre a criança.
"A Internet consegue ser poderosa"
Hoje, terça-feira, Kate e Gerry McCann promoveram o lançamento pela polícia britânica de um filme no site YouTube dirigido a "um cúmplice, membro da família ou vizinho" do responsável pelo desaparecimento.
O objectivo é divulgar o filme, de 60 segundos e disponível em sete línguas, e convencer esta pessoa a fazer o que não fez até agora. "Esperamos que produza resultados positivos", disse Gerry McCann.
O filme foi colocado online à meia-noite e às seis da manhã o casal iniciou uma maratona por, pelo menos, cinco programas nas televisões britânicas.
De seguida, os pais de Madeleine concederam entrevistas a televisões e jornais portugueses, americanos e alemães, para garantirem que a notícia chegará aos meios de comunicação social tradicionais. Mas o objectivo, vincou Gerry McCann, é que "tenha persistência na Internet".
Os pais apelaram a que o link para o filme seja partilhado por email, colocado nas redes sociais como Facebook e MySpace e divulgado em blogues ou pelo Twitter.
"Pode não funcionar já, pode levar alguns dias, algumas semanas ou alguns meses", admitiu Gerry McCann. "Se não for bem sucedido vamos continuar", garantiu.
A ideia partiu de Kate McCann, mas foi a polícia que desenvolveu o filme, explicaram à Lusa.
Foi o Centro de Protecção contra a Exploração Infantil Online (Ceop, na sigla inglesa), uma agência policial britânica, que criou o filme, usando imagens que simulam Madeleine McCann com seis anos e a pele queimada do sol.
A ideia foi tentar imaginar a aparência de Madeleine com a idade actual e como seria se vivesse num país com muito sol.
Na iniciativa participaram agências de outros países, como Austrália, EUA, Itália e Canadá, bem como a Interpol e o Centro Nacional norte-americano para as Crianças Exploradas e Desaparecidas.
"A Internet consegue ser poderosa e destruidora, mas queremos usar o seu lado positivo", disse Gerry McCann.