Gangues romenos chegam de Espanha
NUNO SILVA
As forças policiais suspeitam que grupos romenos implicados numa vaga de assaltos a lojas no nosso país venham de Espanha para cometer os crimes. Em três meses foram detidos, ou só identificados, mais de 30 suspeitos.
As investigações, tanto da PSP como da GNR, apontam no sentido de vários suspeitos serem oriundos da Galiza, em Espanha. As deslocações a Portugal serão temporárias e com o intuito de cometer crimes, principalmente assaltos nocturnos em lojas de vestuário de marca, perfumarias, ópticas, ourivesarias e habitações.
A mudança de país será essencialmente uma estratégia para escapar ao controlo mais apertado das autoridades espanholas.
Alto Minho e Braga têm sido referenciadas como as zonas de estadia, mas os assaltantes estendem a sua actuação aos distritos do Porto, Viana do Castelo, Aveiro, Viseu e até Leiria.
O último "rombo" na actividade um dos gangues considerados mais activos foi desferido, na semana passada, pela PSP de Matosinhos. Seis homens, com idades entre 18 e 33 anos, foram interceptados pouco depois de terem furtado 14 mil euros em roupa de uma loja naquele concelho. Tinham ligações aos dois romenos que, em Setembro, foram apanhados a assaltar um estabelecimento de pronto-a-vestir de luxo na Avenida da Boavista, no Porto.
Na sequência das duas acções policiais, os oito suspeitos encontram-se em prisão preventiva. Segundo o JN apurou, as investigações, a cargo da Divisão de Investigação Criminal da PSP do Porto, prosseguem, uma vez que se tratará de um grupo mais numeroso.
O fenómeno também está a ser acompanhado pela GNR, que, através dos NIC (núcleos de investigação criminal) de Braga e de Valença já identificou, pelo menos, 24 indivíduos, homens e mulheres, suspeitos de crimes semelhantes. Neste caso, dois estão em prisão preventiva. Nas operações foi apreendido diverso material alegadamente proveniente de furtos.
Os assaltos são cometidos durante a madrugada e pelo método de arrombamento das montras das lojas, com pedras ou pé-de-cabras. Nos estabelecimentos comerciais, os intrusos procuram os artigos de marca mais caros. O destino dos bens será a venda no mercado negro.
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