Caso da menina russa "é simplesmente jurídico", diz embaixador em Portugal
O embaixador da Rússia em Portugal, Pavel Fiodorovitch Petrovskiy, considerou hoje, segunda-feira, que a questão da menina russa retirada de uma família portuguesa é "simplesmente jurídica".
"Quando ela estava em Portugal, um juiz tomou a decisão de a devolver à mãe biológica. Lá, com certeza, que tudo também vai ser resolvido na base jurídica", afirmou Pavel Fiodorovitch Petrovskiy, que foi orador convidado numa conferência no Palácio da Bolsa do Porto sobre a situação político-económica do seu país e a evolução das relações bilaterais Rússia-Portugal.
Na "breve declaração" que aceitou fazer aos jornalistas sobre o caso Alexandra, o diplomata frisou que mãe e filha "são cidadãs russas".
Falando no Luxemburgo à margem de recente reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, o ministro Luís Amado ofereceu o apoio da diplomacia portuguesa para resolver o problema da menina russa, referindo a disponibilidade de Lisboa para "assumir essa responsabilidade".
Também o presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco de Portugal, Armando Leandro, manifestou disponibilidade para colaborar na resolução do caso.
Armando Leandro considerou que existe a possibilidade de Alexandra regressar a Portugal, mas salientou que essa é uma decisão que cabe às autoridades russas.
As autoridades de Pretchistoe, localidade onde vive a menina russa com a sua mãe biológica, admitiram privar esta última dos direitos maternais e tirar Alexandra da casa onde actualmente habita.
Entretanto, a família portuguesa que criou Alexandra já disse que concorda que esta seja retirada a Natalia Zarubina pelas autoridades russas e disponibilizou-se a receber de novo a criança.
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