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Mais casos de sida por causa da droga

CÉLIA MARQUES AZEVEDO, correspondente em Bruxelas

Portugal lidera tabela europeia e também está à frente na taxa de mortalidade de toxicodependentes.

Portugal é o país da União Europeia com maior número de novos casos de infecção com VIH-sida entre os consumidores de droga injectada e dos que têm a taxa de mortalidade mais alta entre este grupo de toxicodependentes.

Em 2007, Portugal registou 670 casos novos de VIH-sida entre os consumidores de droga injectada, menos 33 do que no ano anterior. Ainda assim, uma redução longe de ser suficiente para tirar o país do primeiro lugar entre os piores da UE, posição ocupada há pelo menos cinco anos, desde que a Estónia conseguiu controlar o problema no seu território.

O número é ainda mais significativo se comparado com o segundo pior, o Reino Unido, com 164 novos casos, mas, proporcionalmente, com uma população seis vezes maior do que a portuguesa.

Os dados sugerem "uma persistência de altos níveis de transmissão do vírus" entre os consumidores, diz o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência (OEDT).

Na mesma linha, o relatório da OEDT, apresentado ontem em Bruxelas, mostra Portugal, a Espanha, a Itália e a França coleccionam 89% dos óbitos entre os consumidores de estupefacientes injectados. "A seguir à introdução da terapia anti-retroviral (...) a mortalidade causada pelo VIH- -sida diminuiu acentuadamente na maior parte dos países da UE, se bem que essa diminuição tenha sido muito menos pronunciada em Portugal", lê-se no documento. O OEDT contou 314 mortes relacionadas com o consumo de droga, embora ressalve que possa haver uma "sobreavaliação" no caso português, já que entram no cômputo geral todas as mortes cuja autópsia denunciou a presença de estupefacientes, ainda que essa possa não ter sido a causa directa do óbito. A maioria dos casos foi detectada em homens com uma média de idades a rondar os 34 anos.

O relatório do OEDT contempla 30 países europeus, entre eles Portugal, que é apontado como uma das portas de entrada de cocaína na Europa, embora a Espanha continue a ser o país que mais intercepta esta droga, quer em quantidade quer em número de apreensões.

Em termos europeus, a canábis continua a ser a droga mais consumida, sobretudo entre os mais jovens, mas está a perder a preferência, ao contrário da cocaína e da heroína, cujo consumo está a aumentar e, por isso, "permanecem no centro do problema de droga europeu". Em 2008, o OEDT detectou "13 substâncias psicoactivas novas" que simulam os efeitos da canábis, substâncias químicas "sintetizadas em laboratórios e ainda não testadas em seres humanos", refere o relatório. Uma das mais populares é a "Spice", uma mistura de ervas que pode incluir químicos sintéticos, vendida legalmente em lojas e na Internet, incluindo em Portugal.

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Comentários
1 Comentário

 
 
     
 
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07.11.2009
14:19
Netherlands
Espero que percebam os benefícios das drogas ligeiras contra os malefícios das pesadas. Fumo tabaco e ligeiras há 37 anos, NUNCA usei das pesadas porque fui BEM informado. Boa informação é o que falta, sempre faltou. Contar dos riscos a partir da PRIMEIRA vez. Das diferenças. Das garantias de pureza.

 
 
 


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