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Igreja "dramatiza" diferenças entre homem e mulher

D. Jorge Ortiga denunciou concepções de igualdadeque propõem a uniformidade de todos os indivíduos

ALEXANDRA SERÔDIO

"As uniões homossexuais pretendem apresentar-se com estatuto idêntico à família", denunciou o presidente da Conferência Episcopal, garantindo que a Igreja sublinhará sempre a diferença natural entre homem e mulher.

D. Jorge Ortiga denunciou "determinadas concepções de igualdade" que pretendem sublinhar como "irrelevantes" a diferença natural entre homem e mulher.

Concepções que, no seu entender, "propõem a uniformidade de todos os indivíduos como se fossem sexualmente indiferenciados, com a consequência inevitável de considerar os comportamentos e orientações sexuais equivalentes". "Julga-se que cada indivíduo tem o direito de concretizar livremente, e em muitos casos até mudar, as próprias escolhas segundo as suas preferências, desejos ou inclinações", afirmou o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

Na sessão de abertura da Assembleia Plenária da CEP, que decorre em Fátima até quinta-feira, D. Jorge Ortiga frisou que a Igreja tem o dever de oferecer um contributo para uma sociedade constituída por homens e mulheres verdadeiramente livres e iguais, mesmo lutando contra "o que é considerado política e socialmente correcto e os aplausos da opinião pública".

"Continua a infiltrar-se, em muitos casos de uma maneira camuflada, a teoria do género, como verdadeira ideologia apostada em redefinir a família, a relação matrimonial, a procriação e a adopção", denunciou D. Jorge Ortiga, sustentando que hoje a família "encontra-se exposta ao relativismo dos valores, o que está a degenerar em antivalores".

Afirmando que a atenção à família "determina o conteúdo das prioridades a considerar pelas instâncias governativas", o presidente da CEP assegura que a Igreja irá continuar a denunciar "campanhas que pretendam dar orientação contrária às características (da família) que, queiramos ou não, se revestem de dimensão cultural e antropológica".

Para além dos casamentos homossexuais - tema que não faz parte da agenda de trabalhos mas que poderá ser analisado pelos bispos - o arcebispo primaz de Braga defendeu a Educação como "uma prioridade para o país" e recusou soluções "ao sabor dos ventos e conveniências corporativas e políticas".

Admitindo que algumas coordenadas do Ensino em Portugal "inquietam" a Igreja, D. Jorge Ortiga afirmou que "importa ter a coragem de repensar e não adoptar soluções parciais". "Sem valores verdadeiramente assumidos, a educação não acontece. A crise está na ausência de valores", sustentou.

O presidente da CEP não esqueceu o actual momento de mudança de Governo, admitindo que se perspectiva "uma nova fase de relacionamento com o poder civil". Segundo D. Jorge Ortiga, a Igreja promete cooperação e "um permanente diálogo construtivo", garantindo que irá continuar a cooperar na linha da Lei da Liberdade Religiosa.

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Comentários
4 Comentários

 
 
     
 
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10.11.2009
23:16
Portugal - Porto
Tão distante que esta igreja está da Humanidade... Querem a verdade sobre Jesus e a Bíblia?Fujam das igrejas, de todas!Dispam-se das "certezas" que a ferro e fogo sujeitaram (e ainda sujeitam) a Humanidade, tornando o homem um escravo pelo medo. Ousem visitar e meditar no que diz (e pratica) um crente e profeta dos nossos tempos e, por isso, proscrito, em: www.padremariodemacieira.com.sapo.pt

 
 
 
10.11.2009
17:47
Netherlands
O que sabe um padre da vida em comum (homem e mulher)? Do que ele sabe muito é da vida "todos do mesmo sexo"...

 
 
 
10.11.2009
12:17
Portugal
Do k tenho lido sobre esta matéria, começo a desconfiar k se quer apresentar como normal o k é excepcional. Considerar sequer semelhante a situação de 2 indivíduos do mesmo sexo k vivem em conjunto à de homem e mulher k decidiram constituir família, é, no mínimo cínico ou aberrante. Têm tolerância. Não imponham os seus valores.

 
 
 
10.11.2009
09:51
Portugal - Coimbra
gostei do que li,estou de acordo que e' na educaçao que se encontrara' o caminho certo. e como diz;importa ter a coragem de repensar e nao adoptar soluçoes parciais! nao vi prepotencia nem imposiçao e isso e' o bom caminho para a necessaria educaçao.

 
 
 


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