GPS e Twitter, novas formas de terrorismo?
Miguel Conde Coutinho
Um relatório das Forças Armadas norte-americanas que analisa software usado na Internet e nos telemóveis, identifica o site Twitter e os mapas baseados em localização por GPS como potencialmente perigosos para a segurança dos EUA. Os militares americanos equacionam a possibilidade de organizações terroristas usarem estas tecnologias para coordenar ataques.
Um dos capítulos do relatório, que olha para as potencialidades do Twitter, refere que o site "se transformou numa ferramenta de activismo social para socialistas, associações de direitos humanos, comunistas, vegetarianos, anarquistas, comunidades religiosas, ateus, entusiastas políticos, entre outros, para comunicar uns com os outros e para enviar mensagens para audiências mais alargadas".
O Twitter é um site comunitário grátis que permite enviar mensagens curtas de forma muito rápida (os "tweets") para vários utilizadores, amigos ou desconhecidos, com informações sobre o que se está a fazer ou para chamar a atenção para alguma coisa.
O relatório do exército americano acrescenta ainda que o Twitter já é usado para "apoiar ideologias extremistas" e pode vir a ser usado, combinado com uso do GPS em telefones móveis, para "montar embuscadas ou detonar explosivos".
O uso do GPS por organizações terroristas é, aliás, também um dos cenários teóricos colocados pelo relatório: "O serviço de GPS dos telefones móveis pode vir a ser usado pelos nossos adversários para planear viagens, montar vigilâncias e atingir alvos", aponta o relatório, lembrando que a hipótese de usar estas tecnologias com este objectivo já foi levantada em foruns de discussão pro Al-Qaeda.
Segundo a AFP, o relatório foi divulgado no site da "Federação Americana de Cientistas" (FAS). Noah Shachtman, autor do blogue sobre segurança militar "Danger Room", da revista Wired, chamou a atenção para esta análise dos militares americanos.
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