Há cerca de três-mil anos, mais ou menos um milénio antes de Cristo, Salomão terá buscado a autenticidade no inverso das aparências, fazendo a verdade revelar-se por si e provando sem equívoco que de facto, salvo a minoria absurda, mãe há só uma. Então, não havia ainda, em seguimento da invenção de Deus, a mãe intocada.

O juízo que acaba de considerar que a menina russa que só fala português deveria ser entregue a sua mãe deveras, além do salomónico preceito, considerou também quanto uma mãe e uma filha podem ser vítimas do perverso manobrismo da ímpia sociedade decorrente.

imagens de MindeloA morte volta a privar-me de mais um dilecto amigo. Hoje, na igreja paroquial de Mindelo, reza-se a missa do 7º. dia por alma de Rui Azevedo, vitimado por moléstia grave que nos últimos tempos o afectou radicalmente. Oriundo de uma das mais distintas famílias mindelenses - era filho do saudoso doutor Amadeu - o Rui era um jovem que ainda tinha muito para dar à vida. Com ele estabeleci uma profunda e sóilida amizade. Apesar de ser muito mais velho do que ele, a nossa empatia colocáva-nos face a face sem diferença alguma. Estou, sem mais palavras, consternadíssimo.

Amarrado, amordaçado e morto

Noticia o JN que um ourives de 79 anos foi assaltado e violentamente agredido na sua residência em Valbom, Gondomar, tendo aparecido morto, amarrado a uma cadeira e amordaçado com fita adesiva, o que leva admitir que tenha perecido por asfixia.

Francisco de Oliveira Barbosa, a vítima, segundo opinião geral da vizinhança, era um homem bom e auxiliava como podia os mais necessitados. Perante a onda criminosa que ultimamente tem avassalado o país, comentava entre as pessoas de suas relações que ninguém fazia nada para evitar a grave lástima que as televisão, rádio e imprensa relatam todos os dias.

Amarrado, amordaçado e morto

Noticia o JN que um ourives de 79 anos foi assaltado e violentamente agredido na sua residência em Valbom, Gondomar, tendo aparecido morto, amarrado a uma cadeira e amordaçado com fita adesiva, o que leva admitir que tenha perecido por asfixia.

Francisco de Oliveira Barbosa, a vítima, segundo opinião geral da vizinhança, era um homem bom e auxiliava como podia os mais necessitados. Perante a onda criminosa que ultimamente tem avassalado o país, comentava entre as pessoas de suas relações que ninguém fazia nada para evitar a grave lástima que as televisão, rádio e imprensa relatam todos os dias.

Fado Norte Fado & Fados Elisazul Rescaldo e Perspectiva Dinis Lopes Cem Palavras 

António José Seguro 

José Sócrates, quanto a mim, foi e é tão-só um inopinado meteorito que se despenha no espaço político português a grande velocidade. Praza que o primeiro-ministro tenha a lúcida sensatez de se diluir por si ou que os ventos «socialistas» lhe proporcionem tranquíla implosão entre as brumas da memória.

Ao PS, se porventura não se repetir coelhada idêntica à de «Alegre contra Soares a favor de Cavaco», restará António José Seguro para concitar, após óbvia limpeza das nefandas influências e eloquente debruço sobre as prioridades flamejantes, o que sobra de esperança credível entre o decepcionado e desmotivado eleitorado.

Fado Norte Fado & Fados Elisazul Rescaldo e Perspectiva Dinis Lopes Cem Palavras 

Sistemáticos «moralistas e eminentíssimos conselheiros» em pau-de-dois-bicos, desde a bicha para a sopa dos pobres até aos parasitários arredorres dos que levam a vida lambendo as cuecas do poder, e tão-só pelo desmiolado «mais de cabeça» que é desde logo um autêntico nabo furunculado, vejo, ouço e sinto sempre que passo pela nauseante avantesma que se debate de cima para baixo. Só por acidente encontro um ou outro «fdp» com verbo e miolo em equilibrada predisposição fraternal autêntica.

«Sábios» capazes de tudo-tudo que não valem o cão que apareceu  em casa depois do mar o ter levado...

  

Fado Norte Fado & Fados Elisazul Rescaldo e Perspectiva Dinis Lopes Cem Palavras 

Há quanto tempo está instalado o nefando hábito de conspurcar impunemente sob domínio público a dignidade das personalidades que encabeçam o Estado? Impunemente?... Eis a crucial e estranhíssima questão.

Ao Presidente da República, embora até aqui vãs, foram já várias as tentativas para colocar em xeque a sua impecável postura de cidadão sem mácula pública. Ao primeiro-ministro, os arremessos têm sido por forma a implantar um esconso ambiente de inquietante dúvida e progressivo descrédito.

Quem são os mentores responsáveis pela perversa insinuação que depois se expande naturalmente? Estão ou não estão à vista? Metam-nos na cadeia ou demitam-se.

Fado Norte Fado & Fados Elisazul Rescaldo e Perspectiva Dinis Lopes Cem Palavras

Nos três actos eleitorais que aos portugueses no decurso de 2009 se deparam, os fumadores (quantos são?) vão decerto agradecer a José Sócrates, além do preço do tabaco, o preocupante rodopio do vai-lá-pra-fora em que foram colocados.

Em compensação, a nação gay (quantos serão?), embora nela se incluam fumadores, irá naturalmente apoiar o primeiro-ministro pela legalização marital do dilecto manjar.

Num país onde milhares de pessoas vão mirrando em insustentável situação e as causas de humana prioridade não passam de doloso exibicionismo, entre as megalómenas peripécias, não há dúvida que os socialistas irão reforçar a maioria.

Muçulmanos 

Ocorre-me estender cem palavrinhas em redor do urtigante esclarecimento que recaiu sobre o muçulmano-aviso emitido pelo Cardeal Patriarca, personalidade que admiro e considero racionalmente assaz bem colocada para observar sob lupa portuguesa o céu e o inferno desta vida em contínua alternância.

Toda a gente está farta de saber que uma portuguesa que caia na asneira de contrair matrimónio com um desses tolos que têm a mania de bater com a cabeça no chão para expiar pecados, logo adiante, não terá outro remédio senão aplicar-lhe o tradicional par de bandarilhas na testa.

Isto, sim, é esclarecedor.

O sistema que dá à luz a nossa designada democracia, ao cabo de quase 35 anos, demonstra que a maioria dos portugueses anda de voto no ar sem saber em quem votar e grande parte dela, nos últimos tempos, já sequer se dá ao trabalho de usar o ineficaz papelinho.

Veja-se o caso do «socialista» Francisco Assis. O povo portuense recusou-lhe frontalmente a presidência da CMP, mas, no entanto, o privilegiado senhor, no sistema de quem faz a lista, tem direito a lugar no parlamento europeu. Mensalmente, fora as alcavalas, pagam-lhe de mísera recompensa 5 mil euros.

Caricatura de José Sócrates 

Tomando como prioridade governativa delírios megalómanos, entre o estendal do repúdio popular, José Sócrates, colocando a cereja no topo da crise, acorreu a dar cobertura estatal aos banqueiros delinquentes para salvar os portugueses honestos. Ou seja, reimplantou o poder dos negreiros para mais submeter os escravos. Para manter tão ínvia governação, reclama de novo a maioria absoluta nas próximas legislativas.

À direita, ao centro, à esquerda e nas extremas, volte-se o eleitor para qualquer sítio, não há hipótese alguma de evitar a mesma coisa. A partidocracia corrupta enclavinhou-se e apenas resta uma só solução democrática: ignorá-la frontalmente.

O «berrador de serviço», íntegro auto-proclamado e um dos «génios estratégicos» que conseguiu, entre outras alardeantes escavações, escavacar à partida os dotes presidenciais de Soares ou Alegre num simples comunicado, continua a cavaquear, desta feita sobre os escombros da crise, considerando, em pau-de-dois-bicos, que o Estado não deve dar apoios pontuais aos diversos sectores económicos em dificuldade, embora entenda que há sectores que precisam de ser apoiados.

Bom, esta de estalo e festinha a seguir ajuda imenso os alunos a suportar a lição até ao toque da sineta. Praza entretanto que não haja grandes atropelamentos à saída.

PS = José Manuel Seguro, António Vitorino, Manuel Alegre

PSD = Manuela Ferreira Leite, Pedro Passos Coelho, Santana Lopes, João Jardim

PCP = Jerónimo de Sousa

BE = Francisco Louçã, Miguel Portas

PP = Paulo Portas

Que tal?... Temos ainda muito por onde escolher a mesmíssima coisa, temos ou não temos?

Interrogo: não será melhor em termos efectivamente pragmáticos entregar a batuta toda ao eventual regresso de Durão Barroso?...

Temos ainda essa maravilhosa pérola do nosso esplendor colectivo, Cristiano Ronaldo, exemplo máximo de juventude concretizada entre as benesses do império global. Eu, para pelo menos morrer a rir sem lágrima ao canto do ôlho, optaria por Herman José... Ahhhhhhhh...

PS = Apre, esqueci-me do melhor de todos: Rui Rio! Pois, fechámo-nos na «democracia» e deitamos a chave fora...

Sapatinho vermelho para Rui Rio

O jornalista Muntadar al-Zeidi mostrou e demonstrou ao mundo, num genial arroubo feito gesto singelo e assaz objectivo, como devem ser tratados os políticos que em nome da democracia agem em contradição absoluta ao almejo do povo que os elege...

Os portugueses, no decurso do eleitoralíssimo 2009, deverão, tal e qual, seguir-lhe o exemplo, aproveitando para renovarem o calçado roto, cambado, cansado de bater contra as íngremes lages do desalento.

No caso do eminente economista Rui Rio, os portuenses irão naturalmente «oferecer-lhe» um sapatinho a condizer com os seus tão impositivos méritos autárquicos: um ecológico sapatinho vermelho a pedal...

Vivam as crianças e toda a bicharada que o predador-mor não cessa de exterminar. Quanto ao resto, até me apetecia globalizá-lo num só oportuníssimo palavrão, já que a grande cambada de hipócritas-cínicos que permanentemente milita no chafurdo da imundíce colectiva, tantos e tantos deles autênticos criminosos «respeitáveis», hoje, tão-só mereceria uma abundante gamela de bolinhos de bacalhau da GNR do Carmo e espumante de bexiga bem gelado.

Por exemplo, consabe-se que os «geniais internautas» merecem um «Bom Natal» por que se apresentam rigorosamente congregantes na produção de uma sociedade cada vez mais fraterna e virtuosa.

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