A composição da banda, diz quase tudo sobre o que esperar de “These Four Walls”, álbum de estreia dos We Were Promised Jetpacks (WWPJ): Adam Thompson (voz, guitarra), Michael Palmer (guitarra), Sean Smith (baixo) e Darren Lackie (bateria).

Etiquetado de “alternativa e pop” na página da banda no “Myspace”, o som dos WWPJ evoca os bons tempos do rock simples, sem distorções ou misturas improváveis de instrumentos, ainda que algumas, em certos e determinados projectos, sejam valiosas e inovadoras.

Não falta, entre a critica, quem os apelide de “U2 jovens”, embora, e é consensual, sem a profundidade das letras da banda de Bono Vox. Entre os sons contemporâneos, bandas como “Frightened Rabbit” e “The Twilight Sad” espelham o som dos WWPJ.

O vocalista Adam Thompson esconde uma voz de grande amplitude; uma voz que se impõe mesmo quando a força da bateria e o frenesim das guitarras parecem senhores do espaço e do tempo da música.

Entre a euforia roqueira de temas como “Quiet Litle Voices”, um hino com o diabo no corpo e vozes a segredar na cabeça, “Short Burts”, com a percurssão a abrir caminho no éter, ou “Roll up your sleeves”, em que apetece, mais do que arregaçar as mangas, tirar o casaco e começar a saltar, destaque para tons épicos de “Keeping Worm”, com guitarradas de banda sonora, quase orquestrais.



Tudo se conjuga na música de abertura do álbum “Its thunder and its lightning”. Troveja, na batida arrojada da bateria, e relampeja nos acordes, por vezes frenéticos, das guitarras. Aquele trovão que nos arranca da cadeira, que nos faz mexer a perna ou abanar o capacete – por norma, em crescendo. “Moving clocks run slow” é outro exemplo de trovões e relâmpagos.

“Half built house” faz jus ao título, é uma música que parece “experimental”, inacabada, entre a pureza rock do álbum. “These four walls” tem reporta o “classicismo” da banda de Glasgow, na Escócia, que tempo para abrandar o ritmo num tema imortal como “Conductor” e nos ritmos lentos da menos especial “An Almighty Thud”, que encerra o álbum, numa espécie de oferta de descanso, após nove temas a saltar, ou pelo menos com vontade de o fazer.

Álbum à venda em http://www.7digital.com/artists/we-were-promised-jetpacks/these-four-walls-1/

Site da manda no Myspace: http://www.myspace.com/wewerepromisedjetpacks

Augusto Correia

Fanfarlo evoca sentimentos bilingues ao ser pronunciado. Tanto no original inglês, pelo menos da sede londrina do projecto liderado por um sueco, Simon Balthazar, como na pronúncia portuguesa é diversão que  nos assalta de imediato. O “fan”, que pode ser lido como “fun” (diversão) ou a totalidade do nome, “Fanfarlo”, que nos remete para o termo português fanfarra. Por um ou outro caminho da linguística, inglês ou português, se vai dar à música animada, alegre e divertida desta banda, fundada em 2006. Liderado pelo músico sueco Simon Balthazar,  o projecto Fanfarlo, com sede em Londres, Inglaterra, faz uso intenso de instrumentos pouco pop-rock como o trompete, o bandolim e o violino. É da mistura com os "tradicionais" do rock como guitarras e bateria que sai a diversão.

 Entre 2006 e 2008, lançaram três EP's. Apareceram, discretos, com "Talking Backwards, gravado em Outubro de 2006, e prosseguiram ainda bastante exclusivos com "You Are One Of The Few Outsiders Who Really Understands Us", editado em Fevereiro de 2007. Com "Fire Escape/We Live By The Lake", editado em Junho de 2007, os Fanfarlo entram na órbita dos seguidores da cena indie. Apareceram nos radares e deixaram muita gente na expectativa de um primeiro álbum, “Reservoir” que viu a luz do dia em Fevereiro deste ano, depois de mais dois EP's: Harold T. Wilkins e Drowning Men. O álbum de estreia de Fanfarlo, “Reservoir”, esteve em promoção no site da banda indie baseada em Londres, por um dólar, até 4 de Julho. Agora custa cerca de sete euros, a versão digital, que pode ser descarregada directamente para o computador, daí para o leitor multimédia da preferência de cada um.


http://fanfarlo.com/music

Augusto Correia

Guillermo Farré é o rosto e a cabeça do projecto Wild Honey. Com sede em Madrid, Espanha, despertou a atenção da cena “indie” em meados do ano, com o EP homónimo. Em finais de Outubro avançou com o single Hal Blaine’s Beat’, em homenagem ao baterista que marcou o ritmo de alguns sucessos de grupos como The Beach Boys, Carpenters ou Elvis Presley.

Na altura em que adiantou a homenagem a Hal Blaine, responsável ainda pelo ritmo de “Be my Baby”, o hit de “The Ronettes”, o músico espanhol confirmou, em LP, a surpresa do primeiro EP.  Música indie límpida e tranquila, que toca géneros como a bossa nova ou tempos mais pop.

“Epic Handshakes and a Bear Hug” apresenta 12 canções bem trabalhadas, com uma sonoridade que nos leva para as montanhas das terras de mel selvagem e dá vontade de abraçar os ursos. Com o tema de abertura, “Whistling Rivalry”, Guillermo Farré traça logo uma linha sonora que evoca o folk e lembra sonoridades de grupos como “Bright Eyes”, “Iron & Wine” ou “Neutral Milk Hotel”.



Com temas a várias velocidades, a percussão de “1918-1920”, segunda canção de “Epic Handshakes and a Bear Hug”,  reforça o espírito folk, a sensação da América escondida, patente no refrão “green apple pies and stomach aeches”.

Em “The Big Parede”, Guillermo Farré valsa com o ouvinte, para depois agitar as ondas sonoras com musicalidade brasileira, entre o samba e a bossa nova do tema “Gold Leaf”. Amostras de um álbum valioso, à borla, legalmente, na internet.

A edição em vinil custa 12 euros, mais portes de envio. Mas a quem bastar ter a música no leitor de MP3, fica livre de custos fazer a descarga do LP, do EP e do single. Está tudo em http://wildhoney.bandcamp.com.

Augusto Correia

Little Joy, Beach House, Ebony Bones e Wave Machines, projectos surgidos no virar do milénio, são alguns dos nomes que integram o cartaz do Festival Super Bock em Stock, a 04 e 05 de Dezembro, em Lisboa.

O cartaz desta segunda edição do festival, apresentado em Lisboa, conta com cerca de trinta artistas, grande parte deles em estreia em Portugal, que actuarão em simultâneo em sete espaços da zona da Avenida da Liberdade.

O público poderá assim fazer o percurso que entender entre os sete espaços que acolhem este ano os concertos.

A saber: Duas salas do cinema São Jorge, o cabaret Maxime, o Teatro Tivoli, o LA Caffé, o terraço do Hotel Tivoli e ainda o parque de estacionamento do Marquês de Pombal, local das últimas actuações de cada noite.

As propostas deste ano, entre repetições e estreias, portuguesas e estrangeiras, são sobretudo bandas recentes, surgidas nesta década à margem das grandes editoras discográficas, usufruindo da divulgação e partilha através da Internet.

São grupos cuja catalogação musical fica relegada para segundo plano, multiplicando e descobrando influências a partir do rock, da electrónica, da pop.

Destaque para a cantora britânica Ebony Bones, que se estreou em Portugal este Verão no festival Sudoeste, que irá partilhar o Teatro Tivoli com Legendary Tigerman.

Nessa mesma noite, o quinteto texano Voxtrot e os britânicos Wild Beasts, que acabam de lançar o álbum pop "Two dancers", tocam na sala 1 do cinema São Jorge, e os Wave Machines apresentam-se no Maxime.

Little Joy, projecto que junta Rodrigo Amarante (Los Hermanos) e Fabrizio Moretti (Strokes) e que teve a génese em Lisboa, estará no dia 05 de Dezembro no Teatro Tivoli, ao lado da dupla norte-americana Beach House e do português Sharyhar Mazgani.

Os veteranos do cartaz - porque surgiram em meados de 1996 - são os Piano Magic, colectivo dark-pop britânico liderado por Glen Johnson, que ocuparão a sala 2 do São Jorge no dia 05 de Dezembro.

Entre os repetentes estarão Patrick Watson, Mocky, Juan Maclean ou Kap Bambino.

Entre os mais de dez artistas portugueses presentes, além de Paulo Furtado e Mazgani, contam-se  os novos projectos João Só e Abandonados e os Orelha Negra, a editarem em breve o álbum de estreia, Os Quais, noiserv, Samuel Úria, Easyway, oioai, Os Golpes, Mikkel Solnado, a cantora jazz Luísa Sobral e Zé Pedro, numa sessão DJ.

O passe para o festival custa 40 euros.

Numa interpretação mais uma vez perfeita, Tom Smith dá vóz às máquinas electrónicas de “In This Light And On This Evening”, o último álbum dos Editors. Londres é a inspiração do novo trabalho.  

Acabado o Verão, eis o tempo para celebrar a melancolia, onde o lamento convive com movimentos de dança. Já em pleno Outono, algumas bandas “indie” oriundas do Reino Unido lançam os seus novos trabalhos para os apresentarem em palco ainda durante este ano, como é o caso dos Muse, dos Arctic Monkey e dos Editors.

Esta última banda acaba de lançar o álbum  “In This Light And On This Evening”, naquele que é o terceiro disco do grupo de Birmingham.

O sucessor de “An End Has a Start”, já tocado em Portugal ao vivo no festival de Paredes de Coura, é mais electrónico e sobretudo londrino. Tanto mais electrónico que, logo num primeiro contacto com o álbum, somos remetidos para a sonoridade dos Depeche Mode e dos New Order. Londrino porque a cidade britânica está presente em muitas das letras das canções. “A chuva encontra o meu rosto”; “Então leva-me para a cidade, eu quero dançar com a cidade, mostra-me uma coisa feia, mostra-me uma coisa bonita; Londres se tornou a coisa mais linda que já vi”, canta Tom Smith, que vive há quatro anos naquela capital europeia.

O álbum da banda de Birmingham está já na liderança das vendas do mercado britânico. Tom Smith volta com uma interpretação perfeita, onde empresta a voz para “humanizar” a sonoridade das máquinas electrónicas.

“In This Light And On This Evening”será tocado ao vivo, dia 10 de Dezembro, em Lisboa.

O vídeo

Dezenas de pessoas a correr pelas ruas desertas de Los Angeles. O cenário é do vídeo Papillon, o primeiro single do CD. Tom Smith confessou que viu várias vezes com o pai o filme de 1973, com Dustin Hoffman e Steve McQueen.



Manuel Molinos

Little Toys é o projecto musical do cineasta madrileno Pablo Maqueda. A partir de Londres, personifica o verdadeiro espírito indie, até na concepção do álbum de estreia "Frida e Diego Viveron en esta casa".

Natural de Madrid, Pablo Maqueda tem 24 anos e dois filmes realizados. A viver em Londres, gravou na própria casa as músicas de "Frida e Diego Viveron en esta casa", título do álbum de estreia, que remete para relação entre a pintora Frida Khalo e o pintor Diego Rivera.

Depois do EP "I love you in 35mm" (Fan de Pop Recordings, França, 2009), Pablo aventura-se no LP. São 10 temas em que destacam, a segunda faixa "Yesterday I had dinner with Manoel de Oliveira", não só pela proximidade entre o cineasta portuenses.

Com a voz muitas vezes a tocar os limites, ficam no ouvido, ainda, temas como "Frida y Diego vivieron en esta casa" e "Declaration of war". Como foi descrito em alguns blogs, “um álbum pequeno com muitas coisas para recordar”.

Livre para download em
http://littletoysmusic.wordpress.com/2009/09/27/descarga-download-little-toys-debut-lp/

O cantor irá apresentar o segundo álbum em Portugal a 16 de Abril de 2010. Depois da presença no Super Bock Super Rock 2008, este é o primeiro concerto a título próprio de Mika no país.

Em entrevista ao programa "Top +" da RTP, no mês passado, Mica Penniman, mais conhecido por Mika, prometeu uma passagem por Portugal no próximo ano, para apresentar "The Boy Who Knew Too Much" e o novo espectáculo que está a preparar. A confirmação oficial chegou pouco tempo depois e, ao contrário do que foi avançado pelo próprio artista, a actuação acontecerá em Abril e não em Fevereiro. 

O retorno de Mika a Portugal, desta feita em nome próprio, terá lugar no Coliseu dos Recreios. Recorde-se que Mika estreou-se em palcos portugueses no Super Bock Super Rock de 2008, após cancelar a sua presença no Festival Sudoeste, no ano anterior.  

Mika regressa aos palcos portugueses para apresentar o sucessor de "Life in Cartoon Motion", que vendeu milhões de cópias em todo o mundo. "The Boy Who Knew too Much" já está à venda e tem como single de avanço o já muito rodado "We Are Golden".

Se no primeiro álbum somos transportados para o universo colorido da infância, "The Boy Who Knew Too Much" retrata as aventuras e desventuras do adolescente, com as transformações próprias de quem se prepara para ser adulto. As semelhanças entre os dois álbuns são evidentes. Tal como aconteceu no primeiro registo, aclamado pela crítica e tomado como uma lufada de ar fresco no universo da Pop, Mika consegue criar canções com letras obscuras e cortantes travestidas de hits pop facilmente decoráveis e viciantes.

Os bilhetes para o concerto do Coliseu dos Recreios a 16 de Abril custam entre 30 e 35 euros.

Daniela Espírito Santo

John Vesely, mais conhecido por Secondhand Serenade, regressa a Portugal a 21 de Outubro, depois da actuação no Festival Marés Vivas, no dia 17 de Julho.

O cantor norte-americano confirmou a sua presença no "Pinktober", um evento de angariação de fundos para a luta contra o cancro realizado pelo Hard Rock Café.
 
Esta não é, de resto, a primeira edição do Pinktober. O evento surgiu na Europa em 2005, com o nome inicial de "Rocktober", e terá este ano a sua quarta edição em Portugal. As receitas dos eventos desenvolvidos durante o mês de Outubro revertem para, no caso português, a Liga Portuguesa Contra o Cancro. 

O ano passado, o "Pinktober" no Hard Rock Café lisboeta teve a participação de artistas como Boss AC, Klepht e Extreme.

Secondhand Serenade voltará a apresentar em concerto o segundo disco, "A Twist In My Story", enquanto o novo álbum de originais não chega ao mercado. 

No dia do concerto, será, ainda, entregue ao Hard Rock Café uma guitarra assinada pelo cantor durante o Marés Vivas, que vai passar a adornar as paredes do conhecido salão em Lisboa.

Os bilhetes custam 12 euros e estão à venda exclusivamente na loja do Hard Rock Café, que se situa na Avenida da Liberdade, perto do Coliseu dos Recreios.

Daniela Espírito Santo

O novo álbum dos Muse, que regressam a Portugal em Novembro, já está à venda e é motivo de interrogações. Entre os que defendem a genialidade do disco e os que o acham exagerado, o certo é que o álbum "The Resistance" não deixa ninguém indiferente.

"The Resistance" é o quinto álbum dos Muse, o primeiro após o lançamento de Black Holes and Revelations, de 2006.

O trabalho da banda de Matthew Bellamy, Christopher Wolstenholme e Dominic Howard foi lançado a 14 de Setembro, mas os fãs do grupo de Devon tiveram oportunidade de ouvir 30 segundos de cada uma das músicas que compõem o disco no website da banda, ainda em Agosto.

O single de avanço de "The Resistance" chama-se Uprising e parece saído directamente da banda sonora da série britânica de Sci-Fi "Doctor Who". O álbum já chegou a nº 1 em diversos Tops internacionais, incluindo no Reino Unido e na Austrália.

Mas apesar do aparente sucesso nos Tops, o álbum tem dividido tanto os fãs da banda britânica, como críticos um pouco por todo o mundo.

A revista de música NME diz que "The Resistance é previsível na sua insanidade. Impressionante a nível conceptual, mas demasiado familiar em termos musicais".

Já a publicação britânica Kerrang! satiriza os Muse, dizendo que "não chega a esta banda "apontar" para as estrelas: assim que as atingem, eles querem também comê-las" eacrescentando que os Muse são "homens com H grande" porque entendem que "o ridículo não deve meter medo a ninguém". "É exactamente por isso que os Muse estão a caminho do infinito...e mais além", declaram.

Por sua vez, a famosa "Rolling Stone" entende que o álbum é "uma colagem experiente de clichés que deixam o ouvinte a questionar qual é o objectivo dos Muse".

Há quem diga que este é, provavelmente, o melhor álbum do ano. Há quem ache que os Muse foram longe demais e fizeram um álbum desprovido de sentido e exagerado. Há, ainda, quem ache que, se nos quatro álbuns que antecederam "The Resistance", a fronteira entre a genialidade e o exagero era quase transposta, neste novo trabalho ela é pisada e repisada vezes e vezes sem conta.

Talvez a resposta correcta seja... um pouco de ambas. "The Resistance" é um álbum estranho, difícil de descrever à primeira, como qualquer outro álbum dos Muse. Sem um estilo definido, pisca o olho a Thom Yorke e aos Queen, algumas das maiores influências da banda, aproveitando as fórmulas que funcionaram em singles anteriores e levando todo o conjunto para além do limite do ridículo, como é disso exemplo a sinfonia em três partes "Exogenesis". Mesmo assim, e por alguma razão que quase nos escapa, o álbum consegue ser encarado com seriedade e não como uma paródia. Se o Einstein fosse uma compilação de músicas, chamar-se-ia "The Resistance".

Depois da actuação no Rock in Rio 2008, os Muse estão de volta a Portugal a 29 de Novembro. O concerto terá lugar no Pavilhão Atlântico e os bilhetes já estão esgotados. 

Daniela Espírito Santo

Depois do concerto de 2000, primeiro da banda em terras lusas, os Green Day estão de volta a Portugal a 28 de Setembro, para apresentar o novo "21st Century Breakdown". À espera, vão ter um público bastante diferente do que os idolatrava nos anos 90.

Prevê-se que o público que se apressou a comprar bilhete para o segundo espectáculo será bem diferente do que o que os recebeu na estreia, corria o ano 2000.

Uma nova geração de adolescentes, que conhece os mais recentes álbuns via MTV,  vai marcar presença dia 28 de Setembro no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.

A banda norte-americana não é estranha no canal de música e deve, aliás, muita da sua popularidade ao apoio da MTV ao single "Basket Case".

Nos últimos anos, com o álbum "American Idiot" (rodado até à exaustão na televisão), surge uma nova "leva" de seguidores da banda de Billie Joe Armstrong e a história repete-se. Uma nova geração de adolescentes vê, desta feita, em singles como "Boulevard of Broken Dreams", "American Idiot" ou "Wake Me Up When September Ends", os hinos da sua rebeldia.

No entretanto, os que seguiam atentamente a carreira desta banda que, embora não pareça, já tem mais de 20 anos, foram crescendo, abandonando a revolta própriada adolescência e desenvolvendo e adoptando novos gostos musicais.

Mesmo assim, entre os mais recentes "fãs" do grupo, alguns seguidores mais antigos deverão marcar presença, nem que seja para recordar.

Espera-se um Pavilhão Atlântico cheio dia 28, apesar do concerto estar marcado para uma segunda-feira, dia de trabalho... ou escola.

Os bilhetes custam entre 35 e 42 euros e cada pessoa poderá comprar apenas quatro. As portas abrem-se às 18h30 e o espectáculo tem início marcado para as 20h.

Daniela Espírito Santo

O Parque da Cidade irá receber, dia 12 de Setembro, mais um concerto, desta feita de Moby, cantor e artista norte-americano de música electrónica. O espaço começa a afirmar-se como mais um dos palcos portuenses a ter em conta.

A 3 de Agosto de 2007, os Keane actuaram no mesmo palco, para uma plateia repleta e, no ano passado, a edição portuense do festival Super Bock Super Rock, por onde passaram nomes como Morcheeba, Jamiroquai ou ZZ Top, também teve lugar no pulmão da cidade.

O Queimódromo começa, desta forma, a mostrar que é um palco a ter em conta no panorama musical portuense e vai ajudando a animar a Invicta, tantas vezes esquecida pelos grandes nomes que marcam espectáculos em Portugal.

A beleza natural do local, confere um toque especial ao ambiente de um concerto, com a praia como fundo e um pôr-do-sol mais tardio. Todo o cenário envolvente já provou funcionar muito bem em concertos ao vivo e a acústica, embora não ideal, não parece desiludir quem já lá assistiu concertos.

É certo que o espaço é já utilizado há alguns anos pela Federação Académica do Porto para realizar os concertos da Queima das Fitas (de onde vem o nome "Queimódromo", que se popularizou). Mas raras são as actuações que chamem público diferente do normal na festa dos estudantes (excepção seja feita à "aquisição" de última hora deste ano, Pete Doherty).

O concerto de Moby, organizado pela promotora PortoEventos (que, de resto, colocou o festival Marés Vivas, gaiense, no mapa dos maiores festivais nortenhos) será, espera-se, mais um de muitos, enquanto o Porto luta para se afirmar importante aos olhos das bandas internacionais.

Os bilhetes para o espectáculo do músico de Nova Iorque variam entre os 15 euros, se comprado antecipadamente, e 20 euros, quando comprado no dia. 

Daniela Espírito Santo

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 5º DIA

 Fotos de Joana Bourgard/JN

 

Basement Jaxx 

 

 

 

Lily Allen 

 

Amy Macdonald 

 

 

 

 

Marcelo D2 

 

Gomo 

 

 

 

 

 

 

 

4º DIA

 

 

 

 

 

Faith No More

 

Jet 

 

 Blind Zero

 

X-Wife 

À espera de Faith No More

 

Começa o quarto dia de festival

 

3º DIA

 

Zero 7

 

Deolinda 

 

 

Mariza

 

Público à espera de Mariza

 

 

Madcon

 

Carlinhos Brown 

 

It´s Not Not

 

 

 

2º DIA 

 

 

Ebony Bones

 

Buraka Som Sistema 

 

Público animado ao som de Macaco

 

Macaco 

 

The National 

 

The Veils 

 

Dr Estranho Amor

 

Festivaleiros esperam pelo início dos concertos 

 

Enquanto os concertos não começavam, a animação fazia-se junto às tendas

1º DIA

 

 

 De malas e bagagens aviadas para cinco dias de música


 

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Fotos de Joana Bourgard/JN

DIA 4


The Hives


Jarvis Cocker


Howling Bells


The Rigth Ons


Foge Foge Bandido



DIA 3


Nine Inch Nails




Peaches


Peaches


Peaches


Blood Red Shoes


Blood Red Shoes


Portugal The Man


Mundo Cão. (foto Alfredo Cunha/JN)

DIA 2


Franz Ferdinand




Supergrass


The Horrors


 The Pains Of Being Pure At Heart


The Pains Of Being Pure At Heart


The Temper Trap



DIA 1


Patrick Wolf

 
The Strange Boys


Sean Riley and the Slowriders





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Marés Vivas - Keane fechou a edição deste ano do festival de V. N. de Gaia. (Foto Joana Bourgard/JN)


Marés Vivas - Jason Mraz. Foto de Joana Bourgard

Super Rock - Duffy. Foto de Bruno Simões Castanheira


Marés Vivas - Colbie Caillat. Foto de Joana Bourgard


Marés Vivas - Gabriela Cilmi. Foto de Joana Bourgard

Super Rock - The Killers são os mais esperados da noite. Foto de Bruno Simões Castanheira

Super Rock - Mando Diao. Foto de Bruno Simões Castanheira


Marés Vivas - Sinal. Foto de Joana Bourgard


Marés Vivas - Público ao final do dia. Foto de Joana Bourgard


Marés Vivas - Soulbizness no Palco Novos Portugueses. Foto de Joana Bourgard


Terceiro dia do Marés Vivas. Foto de Joana Bourgard

Super Rock - Brandi Carlile. Foto de Bruno Simões Castanheira

Super Rock - The Walkmen. Foto de Bruno Simões Castanheira

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Fotos de Joana Bourgard/JN


Guano Apes no Marés Vivas


Scorpions


Secondhand Serenade no Palco Marés Vivas


Uma outra vista do palco principal


Fonzie


Público no concerto de Fonzie


Cazino no Palco Novos Portugueses


À espera dos Scorpions

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