O PSD perdeu as eleições mais por demérito da sua líder do que por uma falta de vontade de mudança dos eleitores.

O autoritarismo, a prepotência, os laivos de corrupção e a apetência para tudo controlar de que Sócrates vinha acusado eram motivos para que o PS sofresse uma pesada derrota. E isso ficara bem claro com o resultado das eleições europeias.

Então porque é que tal não se verificou?

1-º Rangel não é Ferreira Leite. Aquele mostrou-se um líder dinâmico, de verbe fácil, objectivo, com ideias, acutilante e convincente. 

2-º O programa que apresentou para governar não era entendível. Não havia uma mensagem clara das políticas de mudança que chegasse ao grande público. A que melhor passou foi o cancelamento da construção do TGV. 

3-º A contradição entre o que se propagandeia e o que se fez, isto é, a falta de credibilidade.

 O caso de governos anteriores do PSD terem assumido com Espanha a construção do TGV, até com mais linhas...

A defesa das portagens nas SCUT quando na oposição e que agora deixou caír...

Dar como exemplo de um bom funcionamento democrático a Madeira de Jardim em contraposição à asfixia democrática continental de Sócrates...

4-º O comportamento que teve na escolha para as listas de candidatos a deputados do seu partido. Pessoas de mérito reconhecido e que foram excluidas das listas apenas por pensarem de maneira diferente da líder. Relvas, Passos Coelho, etc.

 Deveria ter congregado à sua volta todas as sensibilidades do PSD e promovido uma renovação dos quadros chamando gente mais nova para assumir cargos políticos numa grande frente de oposição!  Enquistou-se com os seus apoiantes...

5-º Colocar nas listas para deputados candidatos que não preenchiam as condições que defendia de seriedade, honestidade e transparência como António Preto e Helena Lopes da Costa, a braços com a Justiça por acusações de corrupção.

6-º O carisma de líder que manifestamente mostrou não ter. Não soube aproveitar em benefício próprio aquilo que tinha jogado contra Sócrates. E era muito. Tanto que os portugueses haviam-no derrotado recentemente, de modo humilhante, nas eleições europeias.

7-º Não soube, ou não quis, aproveitar a máquina partidária para fazer uma campanha empolgante, plena de dinamismo, imbuida de um espírito de vitória tal como a que foi bem visivel com o PS.

A derrota do PSD deveu-se, pois, à sua lider. Os erros que cometeu aliados à sua falta de carisma não permitiram ao PSD aproveitar o descontentamento reinante na sociedade civil nacional para uma mudança de governação.

Em declarações feitas à margem de uma reunião, Mário Soares declarou-se muito preocupado com a imagem de Portugal no estrangeiro por causa das notícias vindas a lume sobre os casos de corrupção que todos os dias bailam na Comunicação Social.

Afirmava que se tinha de pôr cobro às fugas de informação da investigação, violando o segredo de Justiça.

Estas afirmações para mim merecem os seguintes comentários.

1º- Não tenho memória do pai do regime democrático ter vindo a lume verberar claramente contra a corrupção poderosa e generalizada que grassa nas mais altas esferas do poder político e económico, nomeadamente em figuras gradas do seu partido.

2º- A preocupação manifestada não foi sobre a seriedade que deve ter o regime democrático e as formas de o conseguir. O seu partido, de que foi um dos fundadores, sempre se bateu pela Liberdade, pela Solidariedade com os mais desprotegidos e pela Justiça.

 Este desiderato não será conseguido se as cúpulas dos poderes forem corruptas. Ora o Partido Socialista tem tido no seu interior forças que o  têm impedido.

3º- As fugas de informação têm sido, muitas vezes, um processo por parte daqueles que lutam contra a corrupção, de evitarem que os actos de compadrio e de corrupção fiquem abafados nos segredos de alguns gabinetes, nomeadamente de algum Ministério ou de alguma Justiça.

Ao darem-nos a conhecer à opinião pública estão, de certo modo, a impedi-lo.

Também um acto de defesa de pessoas honestas que envolvidas nos processos, directa ou indirectamente, como magistrados, advogados, testemunhas, etc, se defendem daquilo  que esses interesses corrruptos, obscuros e poderosos, transmitem para a Comunicação Social, desinformando e caluniando.

A mim preocupa-me, acima de tudo, a corrupção que grassa no nosso país. Não é um fenómeno de agora. Muitos casos têm vindo a lume ao longo dos tempos. Nada foi feito por quem de direito para a combater. É que o seu combate recai, e em muito, naqueles que nela estão envolvidos.

Por isso as palavras de Mário Soares, para mim, soam-me a algo já visto e ouvido, do género vira o disco e...toca o mesmo.

 

 Ontem, Sexta-Feira, num jantar-comício em Castelo de Vide, Manuela Ferreira Leite prometeu que, se ascendesse ao poder, iria criminar o enriquecimento ilícto, especificamente dos políticos.

 Todos sabemos que tem sido uma pouca vergonha o que se tem passado. O despudor e a impunidade com que alguns políticos têm cometido actos ílicitos e, pior ainda, em que as próprias cúpulas partidárias têm dado cobertura, também o silêncio de alguns dos seus mais altos responsáveis, tem levado a uma sensação de impunidade em que vale tudo para se enriquecer.

Por outro lado a Justiça também se tem visto infiltrada por este tipo de oportunismo. Funcionários seus, também ligados ao poder político, servem de correia de transmissão destes interesses obscuros e corruptos. Ao descrédito do poder político tem-se seguido o descrédito do poder judicial. Felizmente ainda subsiste o poder da informação. A tentação totalitária, encabeçada por esta clique dirigente corrupta, ainda não lhe conseguiu quebrar a espinha.

Hoje assiste-se ao agudizar desta luta. Estamos a entrar na fase em que a seriedade das instituições do poder nacional será recuperada ou então entraremos num estado do tipo mafioso que de democrático apenas terá o nome enformado apenas com os seus adereços.

A implantação do estado democrático no pós-25 de Abril prometeu vir a ser a concretização de um estado de direito democrático em que a Liberdade e a Justiça não fossem sonegadas.

Nos tempos que correm, passados trinta e cinco anos sobre a data da revolução democrática, assiste-se a uma completa degradação destes dois objectivos revolucionários. Os partidos políticos que nos têm governado, o partido socialista, o partido social democrata e o partido popular, têm demostrado à saciedade que estão infiltrados por oportunistas, corruptos e incompetentes, que têm ascendido aos meandros do poder político e, a partir daí, através dos seus actos ilícitos, lançarem o descrédito do regime.

 

Da recente incursão de Israel na Faixa de Gaza um comentário fez-se ouvir com pertinência.

A desproporção dos meios utilizados por Israel relativamente aos da  agressão a que tinha estado a ser vítima. Uns "rockets" lançados, diariamente, de forma indiscriminada, sobre as suas cidades e respectivas populações. Bombas estas que tanto podiam matar um transeunte que passava numa rua, como atingir uma escola e matar algumas crianças. Todos sabemos que o estado judeu dispõe de meis sofisticados que conseguem detectar o seu lançamento e assim avisar, com alguma antecedência, as populações dos locais onde vão explodir, permitido-lhes protegerem-se nos abrigos anti-bombas, distribuidos criteriosamente pelo território urbano.

Por outro lado, a Faixa de Gaza, é um pequeno rectângulo de terra encostada ao mar, com uma área de cerca de meia centena de quilómetros quadrados, onde se amontoam, em condições miseráveis, mais de um milhão de palestinianos.

Destruir os locais de lançamento e de armazenamento dos "rocketes" numa região, a mais densamente povoada da Terra, sabendo-se que o transporte e municiamento destes pode ser efectuado apenas por dois homens, é uma tarefa difícil. Junte-se a isto a sua facilidade de armazenamento e de esconderijo, aliadas  à fácil mobilidade, e tem-se uma missão impossível.

Portanto, quando se noticia que os meios utilizados por Israel foram desproporcionados, pergunto se decapitar um movimento de carácter terrorista como o Hamas, que também conhece muitíssimo bem o terreno onde actua, que tem o apoio das populações, se era possível fazer melhor e com menos vítimas. Lamentámo-las, evidentemente, principalmente às crianças a quem não foi dada a oportunidade de viver. Estas mortes, em grande número, resultaram da população de Gaza ser eminentemente jovem. Também porque numa guerra são as mais incapazes, juntamente com os velhos e deficientes, em encontrarem rapidamente um meio de protecção e abrigo.

 Numa guerra urbana, a táctica que sempre fora  usada pelas forças da contra-guerrilha, baseara-se na utilização de meios pesados de destruição maciça. Bombardeamentos aéros, terrestres, e navais quando possível, de grande poder de fogo, arrasando completamente o terreno, deixando um amontoado de escombros para depois entrarem com alguma segurança as tropas de infantaria apoiadas pelos carros de combate da cavalaria. E, finalmente, um combate de proximidade, muitas vezes de corpo a corpo, para a limpeza final do terreno. Muitos danos colaterais e muitas vítimas, na linguagem de hoje.

Tenhamos presente as duas guerras que os russos travaram recentemente na Tchetchénia. Na primeira, resolveram entrar directamente na sua capital, Grozni,  com os carros de combate e a infantaria. Os soldados russo foram mortos às centenas e os carros de combate foram destruidos com armas antitanque e à bazucada. Perderam, apesar de todo o seu poderio bélico. Na segunda, actuaram do modo tradicional, como o tinham feito para a tomada de Berlim, no final da II Guerra Mundial. Numa primeira fase, bombardeamentos esmagadores sobre a cidade, arrasando-a, e depois a entrada das tropas de infantaria e de cavalaria, ainda com a cobertura aérea.

O que hoje assistimos, em termos bélicos, é este o aspecto da minha análise, é a uma nova táctica de guerra de contra-guerrilha urbana que os modernos meios de armas "inteligentes", conjugados com eficientes serviços de informações e da actuação pontual  de tropas especiais, permite fazer sem provocar a pulverização tradicional do local de combate, nem provocar muitas vítimas civis. E assim ter êxito, sem ter contra si a totalidade da população civil e a opinião pública mundial.

Periodicamente é lançada a discussão sobre a viabilidade económica do TGV.

Todos conhecemos os projectos das linhas que foram aprovadas, depois rejeitadas por governos de outros matizes, mais ligações-menos ligações, por aqui e por acolá, até que se chegou à actual decisão da ligação a Madrid pelo Caia e à nova ligação ferroviária Lisboa-Porto.

A conjuntura económica e financeira de hoje é bem diferente da que existia, para pior, quando o projecto foi aprovado. Os custos da construção de uma infraestrutura desta qualidade e grandeza, todos o sabemos, são enormes. O país não tem recursos financeiros próprios para o executar. Os meios industriais que pode mobilizar para a sua construção são os da indústria da construção civil. Toda a tecnologia de ponta das locomotivas terá de ser comprada no exterior. Mesmo no respeitante  às infraestruturas metálicas da linha tenho dúvidas sobre a capacidade de resposta da indústria metalúrgica nacional.

Se são assim tão avultados os capitais envolvidos, se o recurso ao financiamento externo está mais caro, se a sua viabilidade económica se põe em causa, dizendo muitos entendidos que poderá não cobrir as despesas da sua exploração e que nunca amortizará os custos do pesado investimento, pergunto se se justificará nestas circunstâncias a sua construção.

Em minha opinião apenas seria de manter a construção da ligação Lisboa-Madrid. Mesmo com o risco provável de não vir a ser rendável. E porquê?

Por uma questão de estratégia nacional, o país deve estar ligado à rede europeia de alta velocidade. Somos o país mais periférico do ocidente da Europa. Isso aproxima-nos mais do seu centro, que é mais rico, mais desenvolvido e onde se tomam as grandes decisões da política e da economia europeias.

Também porque uma linha de TGV se justifica para encurtar distâncias a partir do meio milhar de quilómetros.

A terceira razão é que a maioria da fatia dos seus custos vão ser comparticipados com fundos  da União Europeia.

Finalmente, a médio longo-prazo, não tenho dúvidas, que  a necessidade de combater a queima dos combustíveis fósseis, causadores do aquecimento do planeta, e também o seu esgotamento, que já está no horizonte, vai levar a uma locomoção por tracção eléctrica.

A  Bíblia é  o livro que relata a história do povo judeu, de forma brilhante, porque no-lo mostra na sua essência, temporal e espiritual.  Sabemos que teve várias diásporas, talvez a mais famosa por acção do grande Nabocodonusor babilónio. A última por Tito, general romano, em 70 D.C. que destruiu o templo. Quando hoje assistimos às preces de judeus junto ao Muro das Lamentações, a introduzirem papéis nas cavidades das suas pedras com pedidos a Jeová, mais não estamos a ver do que o que resta das fundações do templo, já que na parte superior, onde este se erguia, encontra-se a toda poderosa e bela  mesquita islâmica, bordada de expressiva azulejaria azul e coroada com uma não menos bela cúpula dourada. 

Embora expulso da sua terra, o povo judeu nunca perdeu o horizonte das suas raízes, como aconteceu com o povo cigano. A sua despedida de uma conversa é sempre, Até ao ano em Jerusalém.

Outros povos, outras culturas e outras religiões, por vicissitudes históricas, foram ocupando esse território. Já se passaram quase 2000 anos sobre a sua expulsão pelo general romano, que se veio a tornar imperador. No entanto, ao longo deste tempo sempre ansiaram e lutaram pelo regresso. Porquê? Por não se misturarem rácica, nem religiosamente nas terras por onde cirandavam. Por outro lado, sendo comerciantes natos, onde se instalavam bem depressa dominavam a economia. Estas são as três razões justificativas do martírio porque passaram na sua diáspora. O Holocausto nazi foi no nosso tempo, nem mais nem menos, que a continuação das fogueiras da Inquisição levantadas pela Igreja de Roma nos reinos católicos. A ganância dos políticos aliada à intransigência religiosa e ao conflito rácico.

O nosso declínio de grande potência marítima e comercial mundial nos finais do século XVI, tem aí a sua origem. A gula do pio rei D. João III e da classe dirigente, a nobreza e a burguesia. A apropriação da riqueza dos judeus portugueses pelo fogo das fogueiras da Inquisição.

As Nações Unidas,  sem qualquer veto dos Estados que o detinham à altura, aprovaram a criação do Estado de Israel, concedendo-lhe uma porção do território que pertencera aos seus remotos ancestrais e onde vivia um povo, o povo palestiniano.

A legitimidade do estado judeu não pode negar que um outro povo foi espoliado de uma parcela significativa do seu território. O estado de Israel, desde a sua fundação, mais não tem feito do que ampliar as suas fonteiras territoriais. Quem tem dúvidas que procure num mapa o território que as Nações Unidas lhe atribuiram e o que Israel detém actualmente.

A guerra a que hoje assistimos mais não é do que a continuação do conflito iniciado em 1947. Convirá dizer que, consoante as épocas, os interesses externos, também aqui jogados, têm tido um papel importante no seu desenvolvimento. Hoje com o Hamas, como ontem com o Hezbollah, com Saddam Hussein, com Nasser, com o rei Abdalhá da Transjordânia... Hoje, para além do natural conflito de interesses entre os dois povos, são os interesses ocidentais encabeçados pelos americanos, os interesses dos países árabes sunitas moderados, ainda que de modo implícito, do lado de Israel e do  outro lado o radicalismo shiíta iraniano, que tem nestes movimentos integristas islâmicos a sua ponta de lança, tendo em vista o alargamento dos seus interesses geoestratégicos na região. O  Irão vir a assumir o estatuto de potência regional. A única.

Em suma, é o povo palestiniano quem mais sofre, deserdado de tudo, como todos o dias o constatamos, manipulado ao sabor de interesses estratégicos de momento, tendo nalgumas das suas lideranças, objectivamente, não os lídimos defensores dos seus interesses mas que, através das suas ideologias político-religiosas extremistas, apenas servem interesses estranhos, pouco se cuidando com a resolução do conflito e o bem estar do seu povo.

João Talone, o anterior CEO da EDP, private equity do Magum Capital, acaba de fazer declarações num almoço promovido pela Associação Cristã de Empresários e Gestores de Empresas, publicadas no Jornal de Negócios!

Aqui vão: a sucessão de anúncios sobre os resultados das investigações na Operação Furacão, no caso do BCP e no caso do BPN e a forma como estes episódios vão ser percepcionados publicamente podem levar à destruição das elites, como aconteceu no 25 de Abril.

A imagem que vai perpassar é a de que as elites são um conjunto de ladrões e não estão à altura de resolver os problemas. Corremos o risco de acontecer como no 25 de Abril, que trouxe um problema grave,  que é o da destruição das elites.

Que comentários hei-de fazer perante tamanho desaforo!?

Confundir a Revolução que acabou com uma ditadura, com uma guerra colonial, que trouxe a Liberdade a Portugal e que procurou construir um país mais justo e igualitário com a corrupção que grassa nas elites corruptas que se locupletaram com o poder económico-financeiro-político!?

Em verdade vos digo, empresários e gestores cristãos, é preciso um novo 25 de Abril para acabar com os vendilhões do Templo.

 

A tragédia acaba de se abater sobre as populações piscatórias das Caxinas, Vila do Conde e de Gala, Figueira da Foz. Três mortos e um desaparecido.

É esta a sina dos homens do mar. Muito perigo para pouco pão.

Apesar da modernização tecnológica das embarcações o mar continua a matar.

Estamos todos de luto. Eram dos nossos. Também os lídimos representantes da nossa passada Epopeia Marítima.

 

E um sinal da nossa miséria!

Estes homens tripulavam uma embarcação, a Rosa-Mar, que tendo patrão português, está desaparecido, pertencia a um armador galego. Pescava com uma licença portuguesa em águas espanholas. Pescada. A sua tripulação era constituida por cinco portugueses e oito indonésios.

A política comum para o sector das pescas da União Europeia atribui cotas a cada país, de acordo com a dimensão da sua frota/ tradição pesqueira/zona marítima do seu território nacional.  A sua pesca desenvolve-se nas águas da União Europeia. A cota de cada país ( toneladas de pescado ) varia em função também de cada espécie piscícola. E são-lhe atribuidas licenças.

Teoricamente este deveria ser um barco português, com tripulação portuguesa a pescar pescada no mar da Galiza, com uma licença das atribuidas a Portugal neste tipo de pescado, para aquelas águas.

Ou seja, deveria seu um meio de produção poruguês, o barco, utilizando mão de obra portuguesa, os pescadores, e produzir riqueza, a pescada, para a economia/finanças nacionais.

O barco é espanhol, o seu armador é galego e tem a sua empresa sediada em Burela, embora o tenha matriculado em Portugal. Assim opera como sendo português, utilizando uma licença de pesca atribuida a Portugal. Dos seus 13 tripulantes apenas cinco são portugueses, 8 são indonésios e nenhum espanhol. O produto da pesca é do armador, que é espanhol.

O que ganhamos nós, o que ganha o país? Sim, para onde vai a riqueza que deveria ser nossa? Que nos é atribuida?

Pouco mais que o salários destes cinco marinheiros que para o auferirem correm riscos de morte.

E morrem.

As misérias de um país que nunca aprendeu a ser rico!

A nossa presença no subcontinente indiano começou com a chegada de Vasco da Gama a Calecute, em 1948.

Pela primeira vez a Europa, através da epopeia dos portugueses, aportava directamente às terras da pimenta e das especiarias.

A presença portuguesa, que teve em vista chamar a si o monopólio das especiarias, tirando-o ao sultanato do Cairo, à moribunda Constantinopla e às repúblicas italianas, revestiu-se numa primeira fase com o domínio do Índico por D.Francisco de Almeida e depois pela posse de regiões estratégicas na peninsula do Indostão por D. Afoso de Albuquerque. O domínio das rotas marítimas aliado ao controlo de territórios estratégicos para apoio ao comércio e ao poderio naval.

Bombaím foi um desses pontos. Local marítimo, dotado de um bom porto no interior de uma Boa baía. Da gíria das nossas gentes de antanho resultou Bombaím, o nome da povoação.

Com a Restauração da Nacionalidade, em  1 de Dezembro de1640, teve o duque de Bragança, o futuro rei D.João IV, estabelecer novas alianças e tratados, nomeadamente com a França de Richelieu e refazer outras, o caso da Inglaterra. Como ninguém dá nada de graça, da parte leonina que os ingleses levaram fez  parte também a cedência de Bombaím. Assim a pronúncia inglesa da palavra portuguesa Bombaím era Bombay. Até que não está muito mal porque na língua de Sua Majestade baía também se pode dizer bay.

E assim perdurou pelos séculos seguintes a designação desta grande metrópole comercial indiana. Até há poucos anos. A Índia, talvez para acabar com os vestígios do seu passado colonial, alterou-o para Mumbai.

Digamos, em abono da verdade, que ainda permanece um pouquinho da sonoridade da palavra portuguesa.

É nesta terra que, feita, pisada e trilhada pela nossa diáspora marítima, se está a assistir a mais uma acto  de hedionda barbárie que o fanatismo religioso islâmico anda a cometer contra a Civilização. 

Cavaco Silva veio informar que tem as mãos limpas. E explicou porquê.

 

Eu acredito na honestidade de Cavaco Silva. Na sua competência. No seu patriotismo.

Não de agora, mas desde que conheci o político. E só votei nele uma vez, sejamos claros!

Nem foi agora para presidente da República.

 

Uma coisa que não disse, nem pode negar, é que gente muito próxima de si e do seu partido, gente muito importante, estará envolvida no caso.

Até onde vão ser apuradas as suas responsabilidades, é esta a pergunta que fazemos!

 

Todos sabemos que há duas Justiças em Portugal. A dos ricos e poderosos, que com todo o seu poder económico e influências políticas, se esquivam da dura lex sed lex. A dos pobres, que se faz sentir em toda a sua plenitude.

 

O que se pede a Cavaco Silva, Presidente da República, é que actue dentro das competências inerentes ao cargo que desempenha e que também o obriga a que do seu círculo de amigos e de correligionáris politicos, que comprovadamente não são gente de bem, deles se desmarque.

 

É que à mulher de César não basta dizer que é honesta, também tem de parecê-lo!

Dias Loureiro, antigo ministro da Administração Interna de um governo de Cavaco Silva. Actual Conselheiro de Estado do presidente da República, Cavaco Silva.

Miguel Beleza, antigo ministro das Finanças de um governo de Cavaco Silva.

Dias Loureiro, como ex-administrador do BPN e da sua dona, a SLN, pediu para ser ouvido no Parlamento. A maioria socialista recusou. Foi ouvido pela televisão pública, a RTP.

Da entrevista, para mim confusa e pouco clara, continuei cheio de dúvidas.  Afirmou que, estando no topo da hierarquia, em diversas funções, sempre desconheceu o que de mal e fraudolento se fazia no seu banco. Apenas sentia, de quando em vez, um cheirinho esquisito nalguns negócios e contabilidades.

Por isso, foi uma vez ter com o vice-governador do Banco de Portugal, António Marta, para lhe dizer dos seus cuidados. É que ele tinha lá todo o seu dinheiro, no banco que também era seu, no banco em que mandava, e temia ficar sem ele!

Para o encontro pediu a intermediação de um correligionário de partido e também ex-ministro, Miguel Beleza. Não explicou, nem eu compreendo como uma figura pública do seu relevo, banqueiro na altura, não tivesse acesso directo ao governador ou aos seus vices para uma entrevista.

O certo é que Miguel Beleza veio confirmar que intermediou o encontro com António Marta. Logo houve um encontro entre ambos, em que foi abordado o BPN.

Dias Loureiro diz que pediu ao vice-governador muita atenção sobre o que se passava dentro do BPN. Tinha medo de perder a sua fortuna. Não podesse ele, meter os milhões nos bolsos, ou se neles não coubessem carregá-los em malas e levá-los para outro banco. O que veio, posteriormente, a fazer, disse-o.

António Marta, confirmou a conversa tida com Dias Loureiro, mas relata tudo ao contrário.Que este lhe foi dizer que o BPN era um banco sério e que os seus donos e administradores eram pessoas de bem. Que  o Banco de Portugal não andasse a perseguir o BPN. E conclui dizendo que de Dias Loureiro foram estas as suas palavras. Se outras houve, não foram com ele, António Marta.

 

Estamos, pois, perante uma mentira grosseira por parte de alguém que pretende fugir à responsabilidade de uma conduta vergonhosa, mafiosa.

Ou Dias Loureiro mente para alijar as suas responsabilidades no caso BPN, ou mente António Marta, que como vice-governador do Banco de Portugal tinha a obrigação de, a partir dessa altura, fazer um exame profundo ao funcionamento do BPN.

É assim que um mentiroso envolve uma pessoa séria, honesta, exemplar. Lança a confusão, a dúvida, através da mentira. Divulgada através da comunicação social, o vigarista fica um pouco mais limpo e o cidadão honesto sujo. Enquanto a Justiça tarda o enxovalho permanece. Quando Justiça é feita, sai o borrão mas continua lá a impressão.

 

 

 

Esta notícia dada à estampa ontem pelo JN não foi novidade para mim dado que dela já havia conhecimento. Não sei se era o resultado do mesmo estudo.

Sabe-se que no reino animal o cio é o prenuncio de um acasalamento de sucesso. Nesta ocasião são lançados, normalmente pela fêmea, no meio ambiente, por diferentes formas, umas moléculas, designadas por feromonas, que indicam ao parceiro a maturidade do acto sexual. O seu olfacto detecta-as. No ar, pelo cheiro da urina ou dos seus orgãos genitais...De múltiplas formas, cada uma típica de cada espécie. Por exemplo, uma mosca pode detectar, numa cidade poluida como Nova Iorque, as moléculas lançadas no ar pela sua parceira a alguns quilómetros de distância!

Ontem o bloguer zedasiscas glosou, saborosamente, esta notícia num comentário que fez. Dizia que era por isso, então, que os machos lusitanos, não se lavavam. A razão de ser do nosso sucesso perante o sexo "fraco". Os marialvas que somos, digo eu. E referia o insucesso de alguns, que tendo emigrado, aprenderam a lavar-se e foram ostracizados pelas mulheres.

Gostei deste humor e prometi a transcrição de um texto muito antigo, de fonte independente, para atestar as sábias conclusões tiradas pelo zedasiscas.

Aqui vai. Foi retirado do livro Kitab Ar-Rawd Al-Mitar de Ibne Abde Almunime Alhimiari, habitante mouro deste nosso território quando fazia parte da Espanha mulçumana, aí pelos fins do século X.

Os galegos descendem de Jafé, o filho mais novo de Noé. O país chama-se Galiza: é a parte da península que se segue ao (Algarve) Garbe na direcção do Norte. Residiam do outro lado da cidade de Braga...(nessa altura a fronteira dos territórios cristãos andaria entre o Douro e o Mondego).

.....                        .........                                  ...........                                           ......

O país dos galegos é plano e o solo é o mais das vezes arenoso. Os habitantes alimentam-se principalmente de milho paínço e milho miúdo. As bebidas que usam são a cidra de maçã e uma espécie de cerveja preparada com a ajuda de farinha.

Os galegos distinguem-se pela sua falsidade e os seus poucos escrúpulos. Não têm asseio e só se lavam uma ou duas vezes por ano com água fria. Nunca lavam as roupas, desde o dia em que as vestem pela primeira vez até que ficam em farrapos sobre si próprios. Pretendem que, graças ao surro que os recobre , provocado pela transpiração, os seus corpos se mantêm em boa forma físicaO seu vestuário é muito estreito e aberto à frente, de maneira que deixam a descoberto a maior parte do busto. Essa gente é muito corajosa: num recontro à mão armada, preferem matar-se a fugir.

Quem não sabe o que aconteceu com o Banco Português de Negócios?

 As negociatas invisiveis que encheram os bolsos de muitos (ex)politicos?

Como elas se processaram?

Que a Caixa Geral de Depósitos, um banco com 100% de capital do Estado, nosso, já lá meteu mais de 600 milhões de euro, 120 milhões de contos?

Quem se abotoou com o dinheiro?

Todos os dias passa o seu nome na Comunicação Social, Oliveira e Costa. Ex-Secretário de Estado do Ministério das Finanças de um governo de Cavaco Silva.

Pois é, mas se todos conhecemos, em maior ou em menor grau, as respostas a todas estas perguntas, porque toda a Comunicação Social delas faz eco, pergunto, porque é que essa mesma Comunicação Social ainda nada disse sobre o Oliveira e Costa?

Anda assim tão distraída que ainda não se lembrou de ouvir o que ele tem a dizer?

Ou será por ser uma audição inconveniente?

Para quem tem estado no poder, evidentemente!

Embora de presença recente na família de blogueres do JN, tenho verificado que há fortes desencontros entre alguns. Nada de anormal se de anormalidades não se tratassem.

Tenho como princípio dar atenção ao que de relevante entendo e passar ao lado do que não me interessa ou diz respeito. Por isso essas guerrilhas que para aqui sobressaiem nada me dizem. Um pouco como no futebol ou nas cegas lutas partidárias. Não tenho camisola. Não lhes visto as cores.

A minha posição de estar no mundo é a da procura da máxima lucidez necessária à busca do mais  profundo conhecimento científico.

Vem isto a propósito de um comentário que fiz hoje ao bloguer Abelha_Manuela_Leite, o primeiro que lhe fiz, relativamente ao seu post Onde está a vocação dos professores?

Educadamente, como deve ser o nosso comportamento perante os nossos semelhantes, escrevi que ao dar a entender que as pessoas que ora vão para professores não o fazem por vocação ele estava subrepticiamente, não disse reptilianamente, a fazer um ataque à classe docente. E conclui que deveria ser mais rigoroso no que escreveu, dizendo que deveria ter efectuado a pergunta à generalidade de todas as profissões.

Na ocasião estava a lembrar-me da de médico, enfermeiro, padre....

Aconteceu que o bloguer Abelha_Manuela_Leite apagou o meu comentário.

Em resumo, apagou um comentário feito em tom respeitoso mas só por não gostar do seu conteúdo.

O senhor também assina por mario.sousa@europe.com

Devo dizer que não tenho por princípio responder a quem não me merece respeito. E este senhor perante a atitude que tomou não mo merece.

Explico.

Um bloguer ao escrever um post, que é dirigido ao público em geral, pode tomar duas atitudes.

A primeira é: No comments. Não aceitar comentários. Não foi este o caso.

A segunda é aceitá-los. Mesmo que descabidos ou soezes, do seu desagrado, com que não concorde, optanto por responder ou não, deverá lá deixá-los. Não foi este o procedimento de Mário Sousa.

 

Perante isto eu tinha dois caminhos. Não dar mais importância ao sucedido, não comentando mais quem não tinha respeito pela opinião alheia, falta de argumentos para a contradizer e que não era capaz de admitir que não fora rigoroso na sua argumentação ou não deixar em claro tal comportamento pelo que ele revela de uma mentalidade totalitária que ainda reina no sotão da nossa memória colectiva.

Tenho consciência que ao citar o comportamento de Mário Sousa estou a dar algum relevo a quem não o merece.

Todavia pareceu-me mais relevante alertar toda a comunidade para o facto de ainda se encontrar na nossa mentalidade resquícios dos diferentes totalitarismos que nos têm acompanhado ao longo da nossa História. A nossa vivência democrática tem poucas dezenas de anos. Se se somarem aos da monarquia liberal, os da 1ª república com os do pós-25 de Abril prefazem um século, em quase mil anos de História colectiva.

Expor as nossas ideias, ouvir as dos nossos semelhantes, fundamentá-las e mudar de rumo quando concluirmos que o nosso caminho não era o correcto. É este o comportamento que deverá ter um ser inteligente.

Só os burros é que não mudam de rumo. Não ouvem ninguém. Sabem tudo!

Fidel Castro, após a tomado do poder, por acção armada, contra o ditador Fulgêncio Batista declarou publicamente que não era comunista nem pretendia instaurar em Cuba uma ditadura comunista. Entretanto, os apoiantes mais notórios da antiga ditadura, agora designados por contra-revolucionários, foram sendo fuzilados. O "che" Guevara, ídolo revolucionário do meu tempo de juventude, também teve as suas mãos manchadas com este sangue.

A distância destes acontecimentos, a idade madura, faz-nos refletir sobre estes ideais que abraçamos, porque lutamos. E chegamos à triste conclusão que muitas vezes fomos enganados, ou que a pureza do nosso idealismo era prostituida pela prática dos nossos líderes. E mantida pela sua propaganda.

Foi o caso da U.R.S.S., da China maoista e da revolução cubana. Os ideais de uma revolução socialista em que todos os seres humanos produzissem de acordo com as suas capacidades e recebessem consoante as suas necessidades, foi uma mentira propalada pela classe de burocratas do partido único, o partido comunista, que arrebanhou o poder, e cujos militantes permanentemente seleccionados e controlados por uma clique dirigente, que efectivamente detinha o poder político.

E deu no que deu. O distanciamento das populações em relação à doutrina, ao partido e ao regime. Logo que tomaram consciência da sua força e da fraqueza do regime, derrubaram-no. Foi a queda do "Muro de Berlim".

 Voltando a Chavez. Para mim este senhor não passa de um potencial ditador, serôdio. Um ex-militar, tenente-coronel da força aérea venezulana, que servindo-se da nobreza dos ideias socialistas mais não quer que impor pela força, quando o voto livremente expresso nas urnas não lhe der o poder,  a sua ideologia. Parece não ter compreendido que o tempo das ditaduras foram rejeitadas definitivamente pela Humanidade. Se as ditaduras de direita foram sempre as que primeiro foram banidas pela brutal desigualdade que produziam, não digo repressão porque as comunistas não lhes ficaram atrás, as ditaduras comunistas, mercê da ideologia e propaganda que produziam, foram as últimas. O seu sistema económico de produção de riqueza falhou por não ser competitivo, burocratizado e não estimulante, por não premiar o mérito mas sim aquela classe dirigente, oportunista e sem valor que ascendera aos quadros do partido único.

Na ainda democrática Venezuela, Chavez  ameaça lançar os tanques da sua mais poderosa brigada blindada para  continuar no poder do estado mais rico, o de Carabobo, no caso da oposição ganhar as eleições.

Lembremos que ainda no passado recente fez um referendo, que perdeu, em que pretendia eternizar-se no poder.

Relembremos também que tem perseguido a oposição de múltiplas formas, sendo a mais violenta e opressiva a nacionalização de quase todos meios de comunicação social, de modo a controlar toda a informação no país.

É assim que se prostituie uma revolução. Os objectivos que se pretendem atingir são desvirtuados pelos meios que se utilizam. É isto que Chavez está a fazer na Venezuela. Foi isso que Fidel fez em Cuba.

Fidel Castro levantou a bandeira de José Martí como símbolo da revolução cubana. Fez bem. Só que utilizou a força bruta para impor as suas ideias. E mentiu. Perdeu. A História o julgará. Não o absolverá, como proferiu em sua defesa quando do julgamento do assalto ao quartel de Moncada.

Chavez tem utilizado como sua bandeira Fidel. A cópia é sempre pior que o original.

Perguntar-me-ão, mas afinal qual o caminho para uma sociedade mais justa. Dir-lhes-ei que a ideologia é essa. O caminho é em Liberdade. Quando  houver retrocessos, que os haja, como este agora que pode acontecer no estado de Carabobo. Aprender com os nossos erros, chamar cada vez mais pessoas para a construção de uma sociedade mais fraterna, igualitária e livre, é uma tarefa para muitas gerações. Pretender fazê-lo com a ponta das baionetas, não!

Aprendamos a lição.

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