"Não tenho cultura, sou de direita, quase fascista"
J.M.G.
Ironia, sarcasmo e uma ponta de auto-depreciação: foi com este jogo de ataque que Rui Rio, presidente da Câmara do Porto e candidato a um terceiro mandato, se apresentou ontem como convidado do "Gato Fedorento Esmiuça os Sufrágios", o programa de humor noticioso da SIC criado para o período eleitoral.
Colocado perante um bloco de questões monotemático - o presidente que não faz a vontade ao Porto, muito menos ao FC do Porto... -, Rio socorreu-se sempre do seu sentido cáustico. À pergunta "é neste terceiro mandato que finalmente vai ter medidas culturais?", o autarca atacou com ironia: "Só a esquerda é que é culta, como sabe. Eu sou de direita, sou quase fascista". À menção de Abrunhosa, Burmester e Pinto da Costa (apoiantes da candidata do PS-Porto, Elisa Ferreira), sacou novamente do sarcasmo e anunciou duas medidas culturais. "Um concerto de Pedro Abrunhosa na cidade, que traz sempre insultos e é uma coisa elevada" e "um Festival de Tripas", menção directa à ideia de Elisa Ferreira , que apresentou há dias como proposta-base de criação de emprego um certame dedicado à copiosa iguaria.
Desgravatado, Rio, que gravou a entrevista a seguir ao almoço, foi apresentado como "o homem que deu ainda mais desgostos ao FC do Porto do que o Benfica dos anos 60". Resposta directa: "Sabe, desde que eu estou na Câmara, o Porto ganha tudo. Já sofri até pressões do Benfica para sair". Ainda nessa esfera, o autarca confessou ter "mais medo de Elisa Ferreira do que dos Super Dragões", temível claque do F.C. Porto.
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