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Guiné-Conacri: Comunidade internacional condena morte de 87 manifestantes (ACTUALIZADA)

A condenação internacional aumenta hoje depois de pelo menos 87 pessoas terem sido abatidas pelo exército da Guiné-Conacri, durante uma manifestação de protesto contra o dirigente da junta militar que tomou o poder em Dezembro.

Segundo o site de notícias sul-africano News24, a indignação internacional aumentou quando surgiram informações de que os militares estarão a retirar os cadáveres da capital, Conacri, para os enterrar, escondendo assim o assassínio em massa.

"87 corpos foram reunidos dentro, ou nas imediações do estádio, depois da passagem dos militares", afirmou uma fonte policial, referindo-se à manifestação de segunda-feira e à repressão policial.

Depois de reprimir a manifestação contra o dirigente da Junta, capitão Mussa Dadis Camara, os comandantes militares deram instruções para que todos os cadáveres fossem levados para o campo militar Alpha Yaya Diallo militar, e não para morgues, segundo fonte da Cruz Vermelha, citada pela News24.

É da primeira vez que a Junta Militar reprime desta forma uma manifestação pacífica desde que tomou o poder há nove meses. Segunda-feira foi o dia mais sangrento dos últimos anos no país.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deplorou o uso da força contra manifestantes e apelou à calma das forças de segurança, num comunicado divulgado segunda-feira à noite.

Antiga potência colonial, a França condenou, "com a maior firmeza", a "repressão violenta", e os Estados Unidos afirmaram estar "profundamente preocupados".

Segunda-feira, a meio do dia, várias dezenas de milhares de manifestantes reuniram-se no maior estádio de Conakri para manifestar a sua oposição à eventual candidatura do dirigente da Junta às presidenciais previstas para Janeiro.

Mussa Camara tomou o poder em Dezembro e suspendeu a Constituição poucas horas depois da morte do general Lansana Conté, que presidia aos destinos da Guiné-Conacri há 24 anos, acusando publicamente oficiais superiores do antigo regime de corrupção e de estarem ligados ao narcotráfico.

A Guiné-Conacri corre o risco de sofrer sanções por parte da comunidade internacional pelo recente golpe de Estado levado a cabo pelos militares e que mantêm resistências em devolver o poder aos civis.

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