Domingos ganhou a Jesus e o Braga fez o pleno. Venceu o Sporting, o F. C. Porto e, ontem, o Benfica. Está com merecimento no comando da Liga. Os golos de Hugo Viana e de Paulo César surgiram nos momentos certos.
| foto IVAN DEL VAL/O Jogo |
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O jogo não tinha ainda 10 minutos. O Braga estava por cima e o Benfica acantonado no seu meio-campo. Fábio Coentrão, adaptado a defesa-esquerdo, fez falta sobre Alan. Chamado a converter o livre directo, Hugo Viana cumpriu a missão a preceito. O seu pontapé-bomba colocou a bola no canto superior direito da baliza de Quim. Aberto o marcador, logo aos sete minutos, a pressão passou, em definitivo, para o lado do Benfica. Foi um lance que condicionou o resto do encontro e que o Braga soube aproveitar.
Com esta vitória, a equipa de Domingos Paciência é líder isolada. Soma 25 pontos, mais três do que o Benfica e mais cinco do que o F. C. Porto. Este super Braga vai dando cartas. Depois de ter vencido o Sporting, em Alvalade, e o F. C. Porto, em casa, ontem foi a vez de os benfiquistas ficarem aprisionadas na bem montada armadilha minhota, cheia de engenho e categoria.
O resultado de ontem justifica-se, não obstante a pressão que o Benfica exerceu na segunda parte. Domingos tornou infeliz este regresso de Jesus ao Estádio AXA, infligindo ao clube da Luz a primeira derrota na Liga. Com tamanha competividade, temos campeonato! Nos minutos finais, o público minhoto entrou em delírio e despediu as águias com sonoros "olés".
Um grande golo, futebol agressivo e oportunidades de parte a parte, redundaram numa primeira parte emotiva, a terminar com a tal pitada de sal e pimenta, relativa às escaramuças no túnel. O jogo estava frenético, no bom sentido, mas, inesperadamente, descambou. Leone e Cardozo já não voltaram, pois foram expulsos. Talvez a grande vontade de ganhar possa explicar esta exaltação, ao contrário do ambiente nas bancadas, quase sempre ordeiro, tirando o desagradável incidente da tocha atirada pela claque benfiquista e que caiu no sector bracarense.
Por este retrato, é fácil de ver que o espectáculo, no relvado, foi bom de ver. E prolongou-se pelo segundo tempo, já com Rodríguez na defesa do Braga e, depois, Keirrison no ataque do Benfica.
No início da partida, o Braga entrou a todo o gás. Chamou a si o controlo e marcou o golaço. O Benfica lá se foi endireitando, insistentemente pela esquerda, onde Di María fazia a diferença. Valeu, então, Eduardo, ao parar os remates de Ramires e de Di María. O Braga espreitou o contra-ataque e foi a vez de Paulo César a assustar Quim. Depois, houve um golo anulado a Luisão, por carga de Cardozo sobre Moisés. A terminar, o Braga voltou a estar por cima, com Mossoró a atirar às malhas laterais. Na segunda parte, houve mais Benfica, é certo, mas o Braga soube matar o jogo na hora certa, com dedo de Domingos. Fez entrar Matheus, que fez o passe mortífero para o 2-0.